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Faturamento da mineração cresce 10% em 2025

Setor também registra alta no saldo da balança comercial e no recolhimento da Cfem

O Tempo

04/02/2026 17h13


O faturamento do setor mineral em 2025 no Brasil somou R$ 298,8 bilhões, um crescimento de 10,3% em relação a 2024.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Minas Gerais obteve novamente a maior arrecadação no país, com R$ 119,2 bilhões do total - uma alta anual de 10,1%.

O Pará seguiu na segunda colocação, com R$ 103,1 bilhões, alta de 5,6%. Juntos, os dois estados representam quase 75% do faturamento total do setor. Bahia, Goiás, São Paulo e Mato Grosso fecham a lista dos estados de maior faturamento do setor mineral, segundo o Ibram, mas não alcançam 5% de participaç&atil

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O faturamento do setor mineral em 2025 no Brasil somou R$ 298,8 bilhões, um crescimento de 10,3% em relação a 2024.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Minas Gerais obteve novamente a maior arrecadação no país, com R$ 119,2 bilhões do total - uma alta anual de 10,1%.

O Pará seguiu na segunda colocação, com R$ 103,1 bilhões, alta de 5,6%. Juntos, os dois estados representam quase 75% do faturamento total do setor. Bahia, Goiás, São Paulo e Mato Grosso fecham a lista dos estados de maior faturamento do setor mineral, segundo o Ibram, mas não alcançam 5% de participação na arrecadação nacional.

O minério de ferro registrou uma queda de 2,2% no faturamento em relação ao ano anterior, mas foi a substância mais relevante para o setor em 2025, em termos de mineração, com R$ 157,2 bilhões.

O insumo corresponde por mais da metade (52,6%) de toda a arrecadação da mineração no país.

O minério de ouro ficou em segundo lugar, sendo responsável por uma arrecadação de R$ 39,3 bilhões, um aumento expressivo de 64,8%. Em seguida aparece a extração do minério de cobre, responsável por arrecadar R$ 30,4% bilhões no ano passado, uma alta de 50,1% na comparação com 2024.

Exportações - Na balança comercial, a mineração também registrou crescimento. O saldo do setor mineral alcançou US$ 37,61 bilhões em 2025, um aumento de 7,6% em relação ao registrado no ano anterior.

O montante representou 55% do saldo de US$ 68,29 bilhões da balança comercial brasileira.

O resultado foi impulsionado pelo aumento das exportações do setor mineral, que alcançaram o valor de US$ 46,12 bilhões em 2025, uma alta de 6,2% em relação a 2024, e que também cresceram em volume, para 430,67 milhões de toneladas, aumento de 7,1% na comparação ano a ano.

Na outra ponta, as importações minerais caíram 1,3% em volume, para 40,8 milhões de toneladas no ano, mas aumentaram em valores, com leve alta de 0,1% em relação ao exercício anterior, totalizando US$ 8,51 bilhões em 2025.
A China foi o principal destino das exportações minerais do Brasil em 2025. A superpotência asiática recebeu 69,2% das exportações em toneladas embarcadas em território nacional.

Já pelo lado das importações minerais, as principais origens foram os Estados Unidos (21,2%), a Rússia (16,5%), o Canadá (13,1%) e a Austrália (12,1%).

Arrecadação da Cfem aumenta - A arrecadação total de impostos pelo setor mineral em 2025 aumentou 10,3% em relação a 2024 e somou R$ 103,1 bilhões. Somente a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) totalizou uma arrecadação de R$ 7,9 bilhões no ano passado, um crescimento de 6,2% em relação ao ano anterior.

Minas Gerais foi o estado responsável pelo recolhimento de 45% da Cfem, seguido pelo Pará, com participação de 39%.

Em território mineiro, a compensação financeira recolheu R$ 3,5 bilhões em 2025, uma alta de 7,6% em relação a 2024. O Pará recebeu cerca de R$ 3 bilhões.

Em termos de substâncias, a exploração de minério de ferro obteve a maior participação na arrecadação da Cfem no ano, com 69,1%, uma queda de 2% em comparação com o ano anterior.

O cobre e o ouro registraram a segunda e a terceira maiores participações no recolhimento da compensação financeira, com, respectivamente, 7,8% e 7,5%.

Em todo o país, foram 2.760 municípios recolhedores de Cfem em 2025. Com 528 municípios recolhedores, seja pela produção mineral ou por possuir alguma estrutura que viabilize a atividade, Minas Gerais é o estado que mais concentra cidades aptas a receberem a arrecadação pela exploração mineral, responsável por 62% do total no Brasil.

As cidades de Conceição do Mato Dentro e de Congonhas, ambas na região Central de Minas Gerais, receberam, respectivamente, R$ 424,9 milhões e R$ 344,6 milhões da Cfem no ano passado.

São as únicas cidades mineiras que figuram entre as cinco maiores recolhedoras da compensação financeira, sendo o restante composto pelos municípios paraenses de Canaã dos Carajás, Parauapebas e Marabá.

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