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Importações de aço voltam a pressionar governança brasileira

O resultado foi impulsionado principalmente por produtos asiáticos, enquanto a produção interna cresceu em ritmo mais lento.

Brasil Mineral

04/02/2026 11h26 | Atualizada em 04/02/2026 17h09


Segundo números do Instituto Aço Brasil, as importações brasileiras de aço somaram mais de 2 milhões de toneladas apenas no primeiro quadrimestre de 2025 e voltaram a pressionar a logística e a governança aduaneira no país.

O resultado foi impulsionado principalmente por produtos asiáticos, enquanto a produção interna cresceu em ritmo mais lento. Porém, com o aumento do volume, surgiram gargalos que vão muito além de tarifas e políticas de defesa comercial.

Para Matheus Antonio Rodrigues, estrategista de negócios e especialista em comércio internacional com mais de 20 anos de atuaç&atild

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Segundo números do Instituto Aço Brasil, as importações brasileiras de aço somaram mais de 2 milhões de toneladas apenas no primeiro quadrimestre de 2025 e voltaram a pressionar a logística e a governança aduaneira no país.

O resultado foi impulsionado principalmente por produtos asiáticos, enquanto a produção interna cresceu em ritmo mais lento. Porém, com o aumento do volume, surgiram gargalos que vão muito além de tarifas e políticas de defesa comercial.

Para Matheus Antonio Rodrigues, estrategista de negócios e especialista em comércio internacional com mais de 20 anos de atuação no setor siderúrgico, os principais entraves não estão apenas no porto, mas sim antes do embarque da carga.

“Existe a ideia de que a mercadoria fica parada por culpa da Receita Federal, mas mais da metade dos atrasos são provenientes de erros documentais, especialmente na classificação fiscal”, explica.

Para Rodrigues, as falhas no enquadramento da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) geram dúvidas fiscais, ampliam o nível de fiscalização e comprometem prazos e custos. Com isso, surge a necessidade de auditoria documental e validação técnica ainda no país exportador.

“A inteligência aduaneira deve começar na origem, e se o NCM vem errado, toda a cadeia fica comprometida”, pontua.

Outro ponto crítico apontado por Rodrigues é a escolha do porto, que frequentemente é tratada como decisão operacional, quando deveria ser estratégica.

Os portos mistos e sem especialização em cargas pesadas tendem a gerar mais gargalos, enquanto terminais dedicados e organizados oferecem mais previsibilidade e eficiência. “Porto adequado reduz tempo de atracação, risco e custo logístico”, destaca o especialista.

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