Assessoria de Imprensa
16/07/2026 00h01
Poucas pessoas iniciam uma obra imaginando que gastarão mais do que o planejado.
Ainda assim, ajustes no projeto, aumento do preço dos materiais e imprevistos durante a execução fazem com que o orçamento inicial raramente permaneça igual até a entrega.
Em obras públicas ou privadas de grande porte, revisões orçamentárias e aditivos contratuais também são frequentes.
Não por acaso, construções inacabadas ou paralisadas fazem parte da paisagem de muitas cidades brasileiras, reflexo de fatores que vão desde dificuldades financeiras até entraves jurídicos e alteraçõ
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Poucas pessoas iniciam uma obra imaginando que gastarão mais do que o planejado.
Ainda assim, ajustes no projeto, aumento do preço dos materiais e imprevistos durante a execução fazem com que o orçamento inicial raramente permaneça igual até a entrega.
Em obras públicas ou privadas de grande porte, revisões orçamentárias e aditivos contratuais também são frequentes.
Não por acaso, construções inacabadas ou paralisadas fazem parte da paisagem de muitas cidades brasileiras, reflexo de fatores que vão desde dificuldades financeiras até entraves jurídicos e alterações no projeto.
Um exemplo mais recente foi o prédio que ficou conhecido como “Caveirão”, no centro de São Paulo, cuja estrutura inacabada foi demolida após décadas de abandono.
Projetado na década de 60 para ser um edifício-garagem, ele nunca chegou a ser concluído por problemas financeiros e estruturais.
Uma revisão sistemática da literatura publicada na revista científica Recima21, que reuniu 28 estudos nacionais e internacionais sobre estouro de orçamento em obras de engenharia civil, mostra que o problema é recorrente em diferentes países.
Segundo a análise, projetos de infraestrutura ao redor do mundo registram, em média, sobrecustos entre 20% e 28%.
No Brasil, estudos revisados pelos pesquisadores apontam um desvio médio de 6,52% em relação ao orçamento inicialmente previsto.
Apesar de menor que a média global, o levantamento destaca que o problema continua crítico, sobretudo em obras públicas, onde falhas de planejamento ainda são frequentes.
As principais causas para esse desvio são falhas na estimativa inicial, alterações de projeto, problemas de gestão e fatores externos, como a inflação dos materiais de construção.
Casos emblemáticos, que ajudam a ilustrar essa realidade, não faltam. Grandes empreendimentos, como a transposição do Rio São Francisco, a Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro e a Arena Pantanal precisaram de revisões orçamentárias ao longo da execução, demonstrando que estimar o custo final de uma obra continua sendo um dos principais entraves à eficiência da construção civil.
Simuladores digitais ganham espaço no planejamento de reformas - Embora os números mais expressivos estejam associados a grandes empreendimentos, a dificuldade em prever custos faz parte também da realidade de quem reforma a própria casa.
Sem conhecer exatamente a quantidade de materiais necessária ou o investimento em cada etapa da obra, é comum que o consumidor elabore o orçamento com base em estimativas, aumentando o risco de compras insuficientes ou em excesso e, consequentemente, de gastos não previstos.
Para tornar esse planejamento mais assertivo, fabricantes e varejistas de materiais de construção vêm investindo em calculadoras e simuladores digitais capazes de estimar a quantidade de produtos necessária antes da compra.
Embora não substituam um orçamento técnico completo, essas ferramentas ajudam o consumidor a tomar decisões com mais segurança e a construir uma expectativa mais próxima da realidade.
O segmento de acabamentos acompanha esse movimento. O e-commerce Homeney, por exemplo, desenvolveu uma calculadora de rodapé para simplificar uma etapa que muitos consumidores ainda fazem manualmente, reunindo em um único cálculo informações como metragem das paredes, largura das portas, margem de segurança e estimativa de investimento.
Com essas informações, a ferramenta estima a quantidade de rodapés necessária e o investimento aproximado para o projeto.
Segundo Rodrigo Gante, especialista em marketing e posicionamento de marcas da Homeney, a proposta é facilitar o planejamento da compra e reduzir erros de cálculo, ainda que toda obra possa exigir pequenos ajustes.
"A calculadora foi desenvolvida para oferecer ao consumidor uma estimativa bastante próxima da quantidade de rodapés ou perfis metálicos necessária para cada ambiente. Embora seja recomendável considerar uma pequena margem de segurança, a ferramenta ajuda a evitar compras muito acima ou abaixo do necessário, proporcionando mais praticidade e previsibilidade na aquisição dos acabamentos", explicou.
Mesmo que nenhuma ferramenta seja capaz de eliminar completamente os imprevistos de uma obra, estimativas mais assertivas ajudam a reduzir uma das principais causas dos desvios de orçamento apontadas pelos estudos: as falhas no planejamento inicial.
“Em diferentes escalas, de grandes empreendimentos às reformas residenciais, conhecer melhor os custos antes do início da execução continua sendo uma das estratégias mais eficazes para evitar surpresas ao longo do caminho”, finaliza.
16 de julho 2026
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