Assessoria de Imprensa
15/07/2026 10h42 | Atualizada em 15/07/2026 12h00
A indústria de materiais de construção encerrou o primeiro semestre de 2026 com retração de 3,4% no faturamento deflacionado em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado, abaixo das expectativas da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), levou a entidade a revisar a projeção de crescimento do setor neste ano, reduzindo a estimativa de +1,9% para +0,5%.
A revisão ocorre apesar do sinal de reação registrado em junho. Na comparação com maio, considerando os dados dessazonalizados, o faturamento avançou 1,9%.
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A indústria de materiais de construção encerrou o primeiro semestre de 2026 com retração de 3,4% no faturamento deflacionado em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado, abaixo das expectativas da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), levou a entidade a revisar a projeção de crescimento do setor neste ano, reduzindo a estimativa de +1,9% para +0,5%.
A revisão ocorre apesar do sinal de reação registrado em junho. Na comparação com maio, considerando os dados dessazonalizados, o faturamento avançou 1,9%.
Em relação a junho de 2025, o resultado permaneceu estável, indicando que a atividade começa a recuperar parte das perdas registradas ao longo dos primeiros meses do ano.
O avanço mensal foi impulsionado principalmente pelos materiais básicos, que cresceram 2,4% em relação a maio, com ajuste sazonal. Os materiais de acabamento também apresentaram desempenho positivo, com alta de 1,5%.
Na comparação anual, porém, os segmentos seguem em ritmos distintos: os materiais básicos registraram crescimento de 1,4%, enquanto os materiais de acabamento recuaram 2,1%.
Os indicadores acumulados mostram que a recuperação da indústria ainda ocorre de forma gradual. No acumulado de 12 meses, o faturamento deflacionado do setor registra retração de 3,8%, refletindo um ritmo de crescimento abaixo do esperado para a primeira metade do ano.
Para Mauro Franco, presidente executivo da Abramat, o resultado de junho mostra que a indústria preserva sua capacidade de reação, mas ainda enfrenta um ambiente econômico que limita uma recuperação mais consistente.
"O avanço registrado em junho mostra que a indústria continua reagindo, especialmente nos segmentos ligados aos materiais básicos, que costumam acompanhar mais de perto o ritmo da construção. No entanto, o desempenho do primeiro semestre ficou abaixo das nossas expectativas e exigiu uma revisão das projeções para 2026."
Segundo a Abramat, a revisão da estimativa reflete principalmente o ambiente macroeconômico, marcado pela manutenção da taxa de juros em patamar elevado, pelo alto nível de endividamento das famílias e pela performance abaixo do esperado do Programa Reforma Casa Brasil, fatores que continuam influenciando o desempenho da indústria ao longo de 2026.
Na avaliação de Franco, a revisão representa uma adequação ao cenário observado até agora, sem alterar a expectativa de continuidade da recuperação da atividade.
"A revisão da projeção representa um ajuste às condições observadas no primeiro semestre. Seguimos convivendo com um ambiente macroeconômico desafiador, marcado pela taxa de juros elevada e pelas incertezas geopolíticas, que continuam influenciando o ritmo de recuperação do setor. Nossa expectativa é de continuidade desse processo ao longo do segundo semestre, ainda que em intensidade menor do que projetávamos anteriormente."
O Índice Abramat é um estudo mensal que acompanha o desempenho do faturamento deflacionado da indústria de materiais de construção, com base em dados oficiais, pesquisas com associados e metodologia desenvolvida pela Ecconit.
16 de julho 2026
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