Assessoria de Imprensa
01/07/2026 11h26 | Atualizada em 01/07/2026 14h28
Por Bruno Pegorin Netto*
A casa própria continua ocupando um papel simbólico importante na vida das famílias brasileiras, pois ainda representa segurança, patrimônio e estabilidade.
Mas dados recentes do IBGE revelam uma transformação relevante: o número de domicílios alugados cresceu mais de 50% desde 2016, enquanto diminuiu proporcionalmente o contingente de imóveis quitados.
Mais do que uma mudança econômica, o fenômeno pode ser analisado como uma mudança de comportamento.
Isso não significa que o brasileiro tenha deixado de querer comprar a casa pró
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Por Bruno Pegorin Netto*
A casa própria continua ocupando um papel simbólico importante na vida das famílias brasileiras, pois ainda representa segurança, patrimônio e estabilidade.
Mas dados recentes do IBGE revelam uma transformação relevante: o número de domicílios alugados cresceu mais de 50% desde 2016, enquanto diminuiu proporcionalmente o contingente de imóveis quitados.
Mais do que uma mudança econômica, o fenômeno pode ser analisado como uma mudança de comportamento.
Isso não significa que o brasileiro tenha deixado de querer comprar a casa própria.
Ao contrário, há uma parcela importante da população – sobretudo famílias de classe média contempladas pelas novas faixas do Programa Minha Casa Minha Vida – que continua vendo na aquisição imobiliária um projeto de vida.
Hoje, o programa alcança famílias com renda de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil, mantendo aquecido um segmento relevante do mercado.
Ao mesmo tempo, outros grupos passaram a se relacionar de forma diferente com a moradia.
Em cidades universitárias como Bauru (SP), estudantes e pós-graduandos frequentemente optam pela locação em razão da mobilidade acadêmica.
Já entre os jovens da geração Z, cresce uma lógica menos vinculada a compromissos permanentes e mais conectada à flexibilidade, liquidez de ativos e investimento em experiências.
Muitos preferem alugar imóveis bem localizados, com serviços e comodidades à disposição, mesmo pagando mais caro por isso.
Há ainda os profissionais pendulares: executivos e especialistas que transitam entre cidades conforme a carreira, além das famílias em teletrabalho, que passaram a buscar no interior mais qualidade de vida, segurança e melhor estrutura urbana, mas sem renunciar à flexibilidade proporcionada pelo aluguel.
A cidade de Bauru reúne características que dialogam diretamente com essa transformação, com forte vocação universitária, posição estratégica no interior paulista, oferta de serviços e qualidade de vida.
O avanço da locação, portanto, não representa uma crise da propriedade, mas uma diversificação das formas de viver e habitar as cidades contemporâneas.
O inquilino de hoje pode ser o comprador de amanhã. O importante é saber recebê-lo.
*Bruno Pegorin Netto é diretor regional do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e Condomínios)
02 de julho 2026
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