Assessoria de Imprensa
02/07/2026 00h01
O Estado de São Paulo passa a contar com uma usina capaz de transformar resíduos sólidos orgânicos em energia elétrica, biometano e biofertilizantes.
A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende, participou da solenidade de inauguração da Usina de Bioenergia e Biofertilizantes do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP), projeto-piloto desenvolvido pela universidade com apoio institucional da Semil e da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás).
A unidade opera como uma planta laboratorial em escala industrial e comercial, materializ
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O Estado de São Paulo passa a contar com uma usina capaz de transformar resíduos sólidos orgânicos em energia elétrica, biometano e biofertilizantes.
A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende, participou da solenidade de inauguração da Usina de Bioenergia e Biofertilizantes do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP), projeto-piloto desenvolvido pela universidade com apoio institucional da Semil e da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás).
A unidade opera como uma planta laboratorial em escala industrial e comercial, materializando o conceito de economia circular ao integrar os setores de saneamento, energia e agricultura.
Com capacidade atual para processar 25 toneladas de resíduos orgânicos por dia e licença para expansão até 43,5 toneladas diárias, o projeto transforma materiais descartados da cadeia alimentar em recursos estratégicos, como energia elétrica, energia térmica, biometano e biofertilizantes.
Por meio do processo de biodigestão, cada tonelada de resíduos orgânicos gera entre 120 e 180 Nm³ de biogás, com teor de metano entre 50% e 65%.
Esse biogás pode ser utilizado para produzir entre 166 e 200 kWh de eletricidade ou ser refinado para gerar de 90 a 117 m³ de biometano, destinado ao abastecimento de veículos movidos a Gás Natural Veicular (GNV) ou à injeção na rede de distribuição de gás.
A geração de energia elétrica já abastece a rede da Universidade de São Paulo e o Sistema Interligado Nacional (SIN).
Com a conclusão da unidade de refino, a usina também passa a produzir biometano e dióxido de carbono (CO₂), ampliando as possibilidades de uso do combustível renovável na descarbonização do transporte.
Além da produção de energia, aproximadamente 80% do material processado é convertido em digestato, um biofertilizante que está sendo utilizado em pesquisas conduzidas em parceria com a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) para aplicação no cultivo de cana-de-açúcar, além de estudos voltados à produção de hortaliças em horta e hidroponia.
"Em São Paulo temos uma das matrizes energéticas mais limpas do Brasil. Estamos chegando a uma matriz renovável de quase 60%, enquanto países da OCDE têm em torno de 13%. O biometano é parte importante dessa estratégia e todo o avanço que temos alcançado se dá por projetos como este, que estamos inaugurando hoje e que são exemplos para outras instituições", afirmou a secretária Natália Resende.
O modelo desenvolvido pela USP busca reduzir o envio de resíduos orgânicos para aterros sanitários, permitindo o aproveitamento energético dos resíduos e a recuperação de nutrientes para uso agrícola.
Por operar em módulos, a tecnologia pode ser adaptada às necessidades de municípios, indústrias alimentícias, centrais de abastecimento e redes de varejo, reduzindo custos logísticos e ampliando o potencial de aproveitamento dos resíduos orgânicos.
"É um projeto que prova que podemos diminuir efetivamente as emissões, principalmente de metano, convertendo o resíduo em benefício para a sociedade", destacou o diretor do Instituto de Energia e Ambiente (IEE-USP), Tercio Ambrizzi.
A implantação da usina contou, até o momento, com investimentos de aproximadamente R$ 10 milhões.
A maior parte dos recursos veio do orçamento próprio do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo (USP) e de projetos de pesquisa financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Eletropaulo/Enel. O projeto também recebeu cerca de R$ 3,5 milhões em equipamentos fornecidos pela empresa TPI.
02 de julho 2026
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