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MCMV entra em 2026 com desafio de transformar escala em execução eficiente

Zona Leste de São Paulo emerge como termômetro da política habitacional em um ano marcado por eleições e pressão por entregas

Assessoria de Imprensa

28/01/2026 15h49


Com a meta de contratar 3 milhões de moradias até o fim deste ano, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) segue fortalecido.

Após retomar escala e protagonismo nos últimos anos, a política habitacional federal tem o desafio de transformar volume em execução eficiente, em um ambiente marcado por crédito ainda seletivo, pressões urbanas crescentes e forte cobrança por resultados concretos - especialmente em um ano eleitoral.

Nesse contexto, o Minha Casa, Minha Vida passa a se concentrar em como, onde e em que ritmo o programa será executado ao longo de 2026.

Planejamento urbano, articulação com o poder pú

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Com a meta de contratar 3 milhões de moradias até o fim deste ano, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) segue fortalecido.

Após retomar escala e protagonismo nos últimos anos, a política habitacional federal tem o desafio de transformar volume em execução eficiente, em um ambiente marcado por crédito ainda seletivo, pressões urbanas crescentes e forte cobrança por resultados concretos - especialmente em um ano eleitoral.

Nesse contexto, o Minha Casa, Minha Vida passa a se concentrar em como, onde e em que ritmo o programa será executado ao longo de 2026.

Planejamento urbano, articulação com o poder público local e viabilidade econômica tornam-se variáveis centrais para o sucesso da política habitacional, sobretudo nas grandes cidades.

Na capital paulista, a Zona Leste surge como um dos principais termômetros desse novo ciclo. A região combina alta demanda habitacional, infraestrutura urbana consolidada, boa oferta de transporte público e papel estratégico no desenho da cidade.

Esse conjunto de fatores traduz com clareza o perfil atual do MCMV: moradia bem localizada, integrada à malha urbana e pensada para qualidade de vida, não apenas para atender metas quantitativas.

“O desafio do MCMV em 2026 está menos na continuidade do programa e mais na sua execução inteligente. Isso envolve articulação local, previsibilidade financeira e planejamento urbano consistente. A Zona Leste mostra como essa equação pode funcionar quando a moradia está conectada à infraestrutura, aos serviços e à dinâmica da cidade”, afirma Marcos Vinicius, sócio-fundador da Habras.

Região concentra demanda ativa por habitação popular, aponta estudo - Levantamento quantitativo conduzido exclusivamente para a Habras no Itaim Paulista, no extremo leste da capital, reforça a leitura de que a região concentra demanda reprimida relevante por habitação popular em áreas urbanas consolidadas.

De acordo com a pesquisa, 45% dos entrevistados pretendem adquirir um imóvel nos próximos 24 meses, sendo que 23% indicam intenção de compra em até 12 meses, o que evidencia apetite real por moradia no curto e médio prazo.

O estudo, realizado com famílias com renda mensal entre R$ 4.500 e R$ 8.000, traz ainda que 90% dos entrevistados conhecem a localização e que a principal motivação para a compra é a saída do aluguel, o que reforça o papel social do programa habitacional.

Em relação ao produto, há preferência clara por apartamentos de dois dormitórios, com metragem entre 35 m² e 39 m², considerados o melhor equilíbrio entre funcionalidade, preço e qualidade urbana.

“Esses dados mostram que a habitação popular não pode ser pensada de forma genérica. Ela precisa dialogar com o território, com a renda real das famílias e com a infraestrutura disponível. Onde essa equação existe, como na Zona Leste, o programa ganha eficiência e impacto social”, complementa o executivo.

Cenário de mercado indica bases sólidas para 2026 - Os dados mais recentes do mercado reforçam o papel do segmento popular como motor da construção residencial.

Segundo os indicadores da Abrainc-FIPE, que acompanham lançamentos e vendas de imóveis residenciais no Brasil, até setembro, os lançamentos somaram cerca de 141,7 mil unidades no acumulado dos 12 meses, com valor estimado de R$ 47 bilhões.

O desempenho indica resiliência do setor mesmo em um contexto desafiador, com juros elevados e crédito seletivo, evidenciando a relevância do MCMV para a sustentação da atividade.

Esse cenário sustenta a expectativa de que, ao longo do primeiro semestre de 2026, a melhora gradual do ambiente de crédito, combinada à continuidade do programa, será determinante para o ritmo de execução dos projetos - especialmente na habitação popular bem localizada.

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