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Vendas imobiliárias alcançam R$ 14,6 bi em 2025

Estudo da DWV analisou mais de 111 mil imóveis e aponta avanço do segmento de alto padrão

Assessoria de Imprensa

30/01/2026 09h48 | Atualizada em 30/01/2026 10h00


O mercado imobiliário brasileiro movimentou bilhões de reais em vendas em 2025, impulsionado pelo avanço de cidades médias e litorâneas, pela valorização do alto padrão e por um processo de descentralização dos investimentos.

É o que mostra levantamento da DWV, referência em inteligência de mercado para o setor, que analisou 111.600 imóveis ao longo do ano.

Segundo os dados da plataforma, os mercados que lideraram o ranking nacional de vendas concentraram volumes expressivos de Valor Geral de Vendas (VGV).

Apenas cinco cidades somaram mais de R$ 14,6 bilhões em imóveis comercializados em 2025, com des

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O mercado imobiliário brasileiro movimentou bilhões de reais em vendas em 2025, impulsionado pelo avanço de cidades médias e litorâneas, pela valorização do alto padrão e por um processo de descentralização dos investimentos.

É o que mostra levantamento da DWV, referência em inteligência de mercado para o setor, que analisou 111.600 imóveis ao longo do ano.

Segundo os dados da plataforma, os mercados que lideraram o ranking nacional de vendas concentraram volumes expressivos de Valor Geral de Vendas (VGV).

Apenas cinco cidades somaram mais de R$ 14,6 bilhões em imóveis comercializados em 2025, com destaque para Itapema (R$ 4,1 bilhões), Porto Belo (R$ 3,8 bilhões), Balneário Camboriú (R$ 2,4 bilhões), Itajaí (R$ 2,2 bilhões) e Curitiba (R$ 2 bilhões).

O levantamento mostra que o volume financeiro acompanha a mudança no perfil do mercado.

O valor médio por imóvel chegou a R$ 2,85 milhões nas praças mais valorizadas, com Balneário Camboriú liderando o ranking nacional de ticket médio, seguida por Torres (RS) e São Paulo.

O dado reforça o avanço do alto padrão fora dos grandes centros tradicionais.

Em termos de liquidez, cerca de 18 mil imóveis foram vendidos ao longo do ano, o equivalente a 16,1% do estoque total analisado.

Apesar de ainda haver 93,6 mil imóveis disponíveis, o desempenho varia significativamente entre os mercados, indicando que as vendas estão concentradas em projetos bem-posicionados, com maior valor agregado.

Para Dagoberto Fagundes, cofundador da DWV, os números de 2025 evidenciam tendências estruturais no setor.

“Quando olhamos para o VGV, fica claro que o mercado não está apenas vendendo mais unidades, mas movimentando volumes financeiros crescentes em regiões específicas”, diz ele.

“Os dados mostram três movimentos importantes: a descentralização do investimento, a valorização fora do eixo tradicional e uma liquidez mais seletiva, concentrada em produtos bem-posicionados”, explica.

Segundo o especialista, o comportamento do comprador explica a concentração do valor financeiro.

“Não é um crescimento generalizado. O capital está indo para onde há produto de qualidade, boa localização e preço coerente”, pondera.

“Isso explica por que alguns mercados concentram bilhões em vendas enquanto outros ficam mais lentos”, acrescenta o executivo.

O estudo também mapeia cidades emergentes que apresentaram forte crescimento de VGV em relação a 2024, como Balneário Piçarras (SC), Navegantes (SC), Porto Belo (SC) e João Pessoa (PB), reforçando o protagonismo de cidades médias e turísticas no ciclo atual do mercado imobiliário.

No Nordeste, os dados mostram comportamentos distintos.

João Pessoa se destaca pela alta liquidez e crescimento expressivo do volume financeiro negociado, enquanto Fortaleza registra forte valorização do metro quadrado, com ticket elevado e perfil mais seletivo de vendas.

Para 2026, a expectativa da DWV é de continuidade desse movimento, com maior foco em eficiência e geração de valor.

“O próximo ciclo será menos sobre volume genérico e mais sobre VGV qualificado”, reforça.

“Dados serão cada vez mais decisivos para definir onde lançar, como precificar e para quem vender”, conclui Fagundes.

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