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Inteligência artificial e combustíveis verdes devem transformar o transporte

De acordo com a Deloitte, agências públicas já utilizam inteligência artificial para monitorar condições da infraestrutura em tempo real, identificar padrões de deslocamento, otimizar rotas e aprimorar a manutenção preditiva

Transporte Moderno

07/01/2026 16h42


A adoção de inteligência artificial no transporte, a integração da mobilidade autônoma e a expansão de combustíveis de baixa ou zero emissão de carbono devem acelerar uma transformação estrutural no setor de transportes em escala global.

A avaliação consta do estudo Global Transportation Trends, da Deloitte, que analisa os principais vetores de mudança para governos e empresas do setor.

Segundo o relatório, cinco frentes devem concentrar esforços estratégicos nos próximos anos: escalar o uso da inteligência artificial, integrar veículos autônomos, promover veículos de b

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A adoção de inteligência artificial no transporte, a integração da mobilidade autônoma e a expansão de combustíveis de baixa ou zero emissão de carbono devem acelerar uma transformação estrutural no setor de transportes em escala global.

A avaliação consta do estudo Global Transportation Trends, da Deloitte, que analisa os principais vetores de mudança para governos e empresas do setor.

Segundo o relatório, cinco frentes devem concentrar esforços estratégicos nos próximos anos: escalar o uso da inteligência artificial, integrar veículos autônomos, promover veículos de baixa ou zero emissão, diversificar modelos de financiamento e receitas e fortalecer a infraestrutura de transportes.

De acordo com a Deloitte, agências públicas já utilizam inteligência artificial para monitorar condições da infraestrutura em tempo real, identificar padrões de deslocamento, otimizar rotas e aprimorar a manutenção preditiva.

A convergência da IA com análise avançada de dados, gêmeos digitais e computação em nuvem amplia o alcance dessas soluções e permite aplicações mais eficientes e adaptadas às realidades locais.

No campo econômico, a Deloitte observa a crescente diversificação dos modelos de financiamento, com o avanço de cobranças por uso, taxas rodoviárias, precificação de congestionamento e parcerias público-privadas como alternativas aos modelos tradicionais.

A promoção de veículos de baixa ou zero emissão de carbono completa o conjunto de tendências.

Embora o mercado global de veículos elétricos siga em expansão, o relatório destaca que a transição energética no transporte depende de soluções integradas, incluindo infraestrutura, políticas públicas e diversificação das matrizes energéticas.

Nesse cenário, o Brasil é citado como referência internacional pelo uso de biocombustíveis, especialmente o etanol.

O estudo destaca a elevada participação de veículos flex na frota nacional e o papel dos biocombustíveis na redução das emissões, além dos avanços recentes com a Lei do Combustível do Futuro, que estabelece diretrizes para a ampliação do uso de combustíveis renováveis no país.

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