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Brasil desenvolve projetos para dominar a cadeia produtiva de terras raras

Com a 2ª maior reserva mundial desses elementos, país investe em pesquisas para fabricar ímãs e reduzir a dependência de importações

Redação

27/02/2026 08h43 | Atualizada em 27/02/2026 08h50


Em alta na geopolítica mundial contemporânea, as terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos com propriedades eletrônicas e magnéticas usadas na fabricação de turbinas eólicas, veículos elétricos, discos rígidos e lâmpadas de LED, dentre outros produtos.

Embora recebam esse nome, os elementos podem ser encontrados em diversas partes do globo, mas sua extração exige controle ambiental e conhecimento técnico para o isolamento dos minerais.

O Brasil possui reservas estimadas em 21 milhões de toneladas, ocupando a 2ª posição no ranking mundial, atrás apenas da China.

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Em alta na geopolítica mundial contemporânea, as terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos com propriedades eletrônicas e magnéticas usadas na fabricação de turbinas eólicas, veículos elétricos, discos rígidos e lâmpadas de LED, dentre outros produtos.

Embora recebam esse nome, os elementos podem ser encontrados em diversas partes do globo, mas sua extração exige controle ambiental e conhecimento técnico para o isolamento dos minerais.

O Brasil possui reservas estimadas em 21 milhões de toneladas, ocupando a 2ª posição no ranking mundial, atrás apenas da China.

Os principais depósitos brasileiros estão em Araxá (MG), Catalão (GO), Minaçu (GO) e Poços de Caldas (MG).

No entanto, apenas 20% das áreas com potencial de ocorrência desses minerais em território nacional foram mapeadas com técnicas modernas.

A cadeia produtiva das terras raras também exige o domínio de etapas complexas, desde a extração até a metalurgia.

O setor enfrenta desafios como o alto custo para a implementação de plantas industriais e a tendência histórica do país de exportar matéria-prima bruta sem agregar valor.

Além disso, a presença em alguns depósitos de elementos radioativos, como tório e urânio, também exige protocolos rigorosos de segurança.

Por outro lado, o setor apresenta potencial para substituir importações, desenvolver tecnologia própria e consolidar o Brasil como fornecedor nas cadeias globais de valor, como mostra o ebook “Terras Raras”, publicado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

Na última década, o próprio IPT vem participando de projetos relacionados ao setor, como a redução de óxidos, realizada em parceria com a CBMM para o desenvolvimento de tecnologias que convertem óxidos de neodímio e praseodímio em metais de alta pureza.

O Instituto também já utilizou a técnica de Strip Casting (técnica de alta produtividade que reduz custos de capital e energia) para fabricar tiras finas de ligas de neodímio-ferro-boro.

Mais recentemente, um projeto em parceria com a UFSC, a CBMM e a WEG centrou-se no desenvolvimento da cadeia para produção de ímãs, abrangendo desde a redução do óxido até o processamento final do ímã.

Além desses, o Projeto Regina estabelece cooperação com centros de pesquisa da Alemanha para intercâmbio de conhecimento e inserção da economia circular na cadeia produtiva.

Já o projeto MagBras abrange um consórcio formado por 28 empresas e instituições de pesquisa, que buscam estabelecer a produção de ímãs em escala piloto no país.

Na avaliação do IPT, o setor ainda necessita de políticas nacionais e inovação para garantir a sustentabilidade ambiental e a soberania tecnológica brasileira nesse importante mercado global.

“Somente dessa maneira o país será capaz de superar o desafio de agregar valor industrial aos seus recursos, avançando além da simples exportação de minério bruto”, acentua a instituição.

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