Assessoria de Imprensa
25/02/2026 11h34 | Atualizada em 25/02/2026 14h14
O Índice de Confiança da Construção (ICST) do FGV IBRE recuou 2,5 pontos em fevereiro, para 91,5 pontos. Na média móvel trimestral, o índice recuou 0,8 ponto.
“Em 2025, a confiança setorial foi se deteriorando ao longo do ano e os empresários terminaram mais pessimistas. Será que essa dinâmica vai se reproduzir em 2026? A queda na confiança registrada em fevereiro devolveu quase toda a melhora observada em janeiro. No entanto, os fundamentos que podem alicerçar o crescimento setorial permanecem, ou seja, não houve mudança significativa no cenário. Por outro lado, as fragilidades parecem ganhar força com a
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O Índice de Confiança da Construção (ICST) do FGV IBRE recuou 2,5 pontos em fevereiro, para 91,5 pontos. Na média móvel trimestral, o índice recuou 0,8 ponto.
“Em 2025, a confiança setorial foi se deteriorando ao longo do ano e os empresários terminaram mais pessimistas. Será que essa dinâmica vai se reproduzir em 2026? A queda na confiança registrada em fevereiro devolveu quase toda a melhora observada em janeiro. No entanto, os fundamentos que podem alicerçar o crescimento setorial permanecem, ou seja, não houve mudança significativa no cenário. Por outro lado, as fragilidades parecem ganhar força com a escassez de mão de obra atingindo patamares historicamente elevados. Enfim, as dificuldades para sustentar o crescimento podem estar minando a confiança dos empresários", avaliou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.
O ICST de fevereiro refletiu piora no Índice de Situação Atual (ISA-CST) e no Índice de Expectativas (IE-CST). O ISA-CST recuou 2,4 pontos, para 91,0 pontos, e o IE-CST decresceu 2,5 pontos, para 92,1 pontos.
Os dois componentes do ISA-CST também recuaram: o indicador de situação atual dos negócios a recuou 2,4 pontos, chegando aos 89,7 pontos, e o indicador de volume de carteira de contratos decresceu 2,5 pontos, para 92,4 pontos. Do lado dos componentes do IE-CST, o indicador de demanda prevista nos próximos três meses registrou queda de 2,8 pontos, alcançando 94,4 pontos, e o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses teve queda de 2,2 pontos, atingindo 89,8 pontos.
O NUCI da Construção teve uma leve queda de 0,3 ponto percentual (p.p.), para 77,1%. Os NUCIs de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos tiveram movimentos distintos, Mão de Obra crescendo 0,3 para 78,7% e Máquinas e Equipamentos recuando 1,3 p.p., para e 71,7%.
Escassez de mão de obra atingiu maior nível desde fevereiro de 2011 - Apesar da recente queda na confiança do setor, os empresários da construção continuam enfrentando dificuldades na contratação de mão de obra qualificada. Em fevereiro, 41,6% assinalaram que essa escassez tem sido um fator limitativo para melhoria dos seus negócios.
Esse foi maior valor observado para o mês de fevereiro desde 2011. Além disso, esse também foi o fator mais citado desde maio de 2024, enquanto o segundo fator mais mencionado foi demanda insuficiente, para 22,9% das empresas.
25 de fevereiro 2026
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