Assessoria de Imprensa
25/02/2026 14h39 | Atualizada em 25/02/2026 14h48
De acordo com o Índice de Confiança da Construção (ICST), elaborado pelo FGV IBRE, a queda na confiança registrada em fevereiro devolveu quase toda a melhora observada em janeiro.
“Em 2025, a confiança setorial foi se deteriorando ao longo do ano e os empresários terminaram mais pessimistas”, avaliou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE
As fragilidades parecem ganhar força com a escassez de mão de obra, diz ela, atingindo patamares historicamente elevados.
“Enfim, as dificuldades para sustentar o crescimento podem estar minando a confiança dos empresários”, avali
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De acordo com o Índice de Confiança da Construção (ICST), elaborado pelo FGV IBRE, a queda na confiança registrada em fevereiro devolveu quase toda a melhora observada em janeiro.
“Em 2025, a confiança setorial foi se deteriorando ao longo do ano e os empresários terminaram mais pessimistas”, avaliou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE
As fragilidades parecem ganhar força com a escassez de mão de obra, diz ela, atingindo patamares historicamente elevados.
“Enfim, as dificuldades para sustentar o crescimento podem estar minando a confiança dos empresários”, avaliou a pesquisadora.
O ICST de fevereiro refletiu piora no Índice de Situação Atual (ISA-CST) e no Índice de Expectativas (IE-CST).
O ISA-CST recuou 2,4 pontos, para 91 pontos, enquanto o IE-CST decresceu 2,5 pontos, para 92,1 pontos.
Os dois componentes do ISA-CST também recuaram: o indicador de situação atual dos negócios recuou 2,4 pontos, chegando a 89,7 pontos, e o indicador de volume de carteira de contratos decresceu 2,5 pontos, para 92,4 pontos.
Do lado dos componentes do IE-CST, o indicador de demanda prevista nos próximos três meses registrou queda de 2,8 pontos, alcançando 94,4 pontos, e o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses teve queda de 2,2 pontos, atingindo 89,8 pontos.
O NUCI da Construção teve uma leve queda de 0,3 pp, para 77,1%.
Os NUCIs de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos tiveram movimentos distintos, com Mão de Obra crescendo 0,3 pp, para 78,7%, e Máquinas e Equipamentos recuando 1,3 pp, para 71,7%.
No entanto, Castelo ressaltou que "os fundamentos que podem alicerçar o crescimento setorial permanecem, sem mudança significativa no cenário".
Mão de obra – Apesar da recente queda na confiança do setor, os empresários da construção continuam enfrentando dificuldades na contratação de mão de obra qualificada.
Em fevereiro, 41,6% assinalaram que a escassez tem sido um fator limitativo para melhoria dos seus negócios.
Trata-se do maior valor observado para o mês de fevereiro desde 2011.
Além disso, também foi o fator mais citado desde maio de 2024, enquanto o segundo fator mais mencionado foi demanda insuficiente, apontada por 22,9% das empresas.
25 de fevereiro 2026
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