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Novo Marco Legal do Saneamento impulsiona investimentos, mas setor ainda precisa acelerar

Seis anos após a aprovação do Novo Marco, os indicadores mostram que o setor ganhou tração, mas ainda precisará acelerar para acima de R$ 50 bilhões anuais para cumprir as metas de universalização dos serviços de água e esgoto até 2033

Assessoria de Imprensa

09/07/2026 00h01


A seis anos da aprovação da legislação, Radar ASFAMAS mostra que o país ainda precisa acelerar investimentos para cumprir as metas de universalização até 2033

Os investimentos em infraestrutura de saneamento no Brasil alcançaram R$ 33,3 bilhões em 2025, crescimento real de 11% em relação ao ano anterior.

Seis anos após a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento, os indicadores mostram que o setor ganhou tração, mas ainda precisará acelerar para acima de R$ 50 bilhões anuais para cumprir as metas de universalização dos serviços de água e esgoto até 2

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A seis anos da aprovação da legislação, Radar ASFAMAS mostra que o país ainda precisa acelerar investimentos para cumprir as metas de universalização até 2033

Os investimentos em infraestrutura de saneamento no Brasil alcançaram R$ 33,3 bilhões em 2025, crescimento real de 11% em relação ao ano anterior.

Seis anos após a aprovação do Novo Marco Legal do Saneamento, os indicadores mostram que o setor ganhou tração, mas ainda precisará acelerar para acima de R$ 50 bilhões anuais para cumprir as metas de universalização dos serviços de água e esgoto até 2033.

Os dados são do Radar ASFAMAS da Indústria do Saneamento, publicação desenvolvida pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (ASFAMAS) em parceria com a Ex-Ante Consultoria Econômica.

Na avaliação da ASFAMAS, os números confirmam que o Novo Marco Legal do Saneamento cumpriu papel decisivo ao criar um ambiente mais favorável aos investimentos e impulsionar a expansão da infraestrutura.

Os avanços registrados desde a aprovação da legislação demonstram que o caminho adotado vem produzindo resultados concretos. Agora, o desafio é manter esse ciclo de crescimento em ritmo compatível com a universalização dos serviços.

“Os números mostram que o Novo Marco Legal do Saneamento produziu resultados concretos. Os investimentos cresceram, novos projetos foram estruturados e o setor ganhou capacidade de expansão. Esse avanço precisa ser preservado e ampliado para que o Brasil consiga universalizar os serviços dentro do prazo estabelecido”, afirma Edson Silveira Sobrinho, diretor de Relações Institucionais e Governamentais da ASFAMAS.

O levantamento também mostra que esse movimento tem impacto direto sobre a indústria nacional.

Em 2025, o setor de materiais para saneamento movimentou R$ 27,6 bilhões em faturamento e manteve cerca de 59,1 mil empregos, reforçando seu papel estratégico para a expansão da infraestrutura brasileira.

Ao mesmo tempo, o crescimento nominal de 0,8% no faturamento, abaixo da inflação, indica que a demanda ainda pode evoluir à medida que os investimentos avancem em maior escala.

Para a indústria, investir em saneamento significa fortalecer a produção nacional, ampliar a geração de empregos, estimular a inovação e movimentar toda uma cadeia produtiva.

Para a população, representa a perspectiva concreta de ampliação do acesso à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto, serviços que impactam diretamente a saúde pública, a qualidade de vida, a educação, o meio ambiente e a produtividade da economia.

Com menos de oito anos até o prazo estabelecido para a universalização, a entidade entende que o foco da agenda do saneamento deve estar na execução dos investimentos.

Preservar a segurança jurídica, ampliar a capacidade de financiamento, reduzir entraves que retardam a implantação dos empreendimentos e garantir previsibilidade aos investimentos de longo prazo são fatores considerados essenciais para que o país acelere a expansão da infraestrutura.

“O momento não é de revisar as regras que permitiram essa evolução, mas de garantir que elas continuem produzindo resultados.

O país precisa ampliar a mobilização institucional nos municípios que ainda não contrataram as metas de universalização; garantir que os contratos gerem os incentivos corretos para o atendimento das populações mais vulneráveis; e fortalecer a atuação das agências reguladoras locais para monitoramento e fiscalização do cumprimento dos investimentos previstos e da qualidade da prestação dos serviços. É isso que permitirá transformar investimentos em obras e obras em saneamento para milhões de brasileiros”, conclui Sobrinho.

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