Assessoria de Imprensa
06/05/2026 11h32 | Atualizada em 06/05/2026 16h15
O aço segue consolidado como um dos principais insumos da indústria brasileira, impulsionado por uma característica singular: sua reciclabilidade infinita.
Ou seja, o material pode ser reaproveitado inúmeras vezes, sendo transformado em novas ligas com propriedades mecânicas adequadas às suas novas aplicações, que vão da construção civil ao setor automotivo, reduzindo custos e impactos ambientais.
Essa capacidade ganha maior impulso associada aos avanços dos processos industriais, com tecnologias de melhoria da qualidade das sucatas e especialmente ao uso do forno elétrico a arco, que utiliza sucata metálica como principal
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O aço segue consolidado como um dos principais insumos da indústria brasileira, impulsionado por uma característica singular: sua reciclabilidade infinita.
Ou seja, o material pode ser reaproveitado inúmeras vezes, sendo transformado em novas ligas com propriedades mecânicas adequadas às suas novas aplicações, que vão da construção civil ao setor automotivo, reduzindo custos e impactos ambientais.
Essa capacidade ganha maior impulso associada aos avanços dos processos industriais, com tecnologias de melhoria da qualidade das sucatas e especialmente ao uso do forno elétrico a arco, que utiliza sucata metálica como principal insumo.
Esse modelo permite reduzir o consumo de energia em até 80% em comparação à produção a partir do minério de ferro, além de ampliar a eficiência produtiva das usinas.
Dados da última pesquisa com informes do mercado brasileiro de aço no país, divulgada pelo Instituto Aço Brasil, mostram que o consumo aparente de produtos de aço no país atingiu 26,1 milhões de toneladas em 2024, retomando patamares relevantes após oscilações recentes.
O avanço está alinhado ao desempenho da economia brasileira, que cresceu 3,4% no período, com destaque para a indústria e a construção civil.
Entre os principais setores consumidores de aço, a construção civil lidera com 37,3% do total, seguida pelo setor automotivo (24,8%) e pelos bens de capital (19,2%).
O desempenho desses segmentos ajuda a explicar a relevância do aço como base para diferentes cadeias produtivas e sua presença em aplicações que vão de estruturas metálicas a bens duráveis.
Além da escala de consumo, a reciclagem do aço também representa ganhos diretos no uso de insumos industriais.
Para cada tonelada reciclada, evita-se o consumo de cerca de 1.400 kg de minério de ferro, 740 kg de carvão e 120 kg de calcário, reduzindo a dependência de outras matérias-primas ao longo da cadeia produtiva.
O reaproveitamento também tem impacto direto na estrutura de custos da indústria siderúrgica, uma vez que o uso de sucata como insumo contribui para maior previsibilidade e eficiência operacional. Essa dinâmica cria ainda um mercado relevante, que envolve coleta, processamento e reinserção do material na indústria.
Para o diretor de operações da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM), Valdomiro Roman, a reciclabilidade do aço é um dos pilares que sustentam sua relevância histórica e atual.
“O aço reúne atributos técnicos que garantem longevidade ao material dentro da indústria. A possibilidade de reaproveitamento contínuo, sem perda de desempenho, contribui diretamente para a eficiência dos processos produtivos”, afirma.
Segundo ele, o comportamento do mercado brasileiro reforça esse papel estratégico.
“Os dados mais recentes mostram uma demanda consistente, puxada por setores estruturais da economia. Isso evidencia como o aço permanece essencial para atender diferentes segmentos com escala, qualidade e competitividade”, completa.
Globalmente, centenas de milhões de toneladas de aço são recicladas anualmente, reforçando a consolidação desse modelo produtivo.
No Brasil, a combinação entre demanda industrial aquecida e a capacidade de reaproveitamento do material fortalece sua posição como um dos pilares da indústria.
Com ampla presença em setores-chave e capacidade de reinserção contínua na cadeia produtiva, o aço mantém seu protagonismo ao unir desempenho técnico, escala industrial e eficiência operacional.
11 de maio 2026
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