Agência iNFRA
25/06/2026 00h01
A Motiva deve reforçar seu caixa em cerca de R$ 5 bilhões no segundo semestre deste ano e quer usar o incremento de recursos para ampliar sua participação nas concessões rodoviárias.
A sinalização foi dada pelo CEO da Motiva Rodovias, Eduardo Camargo, durante painel realizado na semana passada na Bienal das Rodovias, em Brasília, evento realizado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).
O executivo lembrou que a empresa está em fase avançada para vender sua plataforma aeroportuária, movimento que deve reforçar significativamente a capacidade financeira do grupo para disputar novos a
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A Motiva deve reforçar seu caixa em cerca de R$ 5 bilhões no segundo semestre deste ano e quer usar o incremento de recursos para ampliar sua participação nas concessões rodoviárias.
A sinalização foi dada pelo CEO da Motiva Rodovias, Eduardo Camargo, durante painel realizado na semana passada na Bienal das Rodovias, em Brasília, evento realizado pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).
O executivo lembrou que a empresa está em fase avançada para vender sua plataforma aeroportuária, movimento que deve reforçar significativamente a capacidade financeira do grupo para disputar novos ativos de infraestrutura.
“A companhia vai se capitalizar muito brevemente para focar nos setores onde a gente acha que tem mais oportunidades, mais maturidade”, explicou Camargo.
Após a fala, o executivo se dirigiu à secretária nacional de Transporte Rodoviário do Ministério dos Transportes, Viviane Esse – que também era uma das painelistas – enfatizando o interesse da Motiva nos ativos rodoviários.
“Reforçando nosso caixa com mais R$ 5 bilhões, gostaríamos de participar com mais envelopes nos leilões, tanto federais quanto subnacionais”, detalhou.
A secretária afirmou que o ritmo de estruturação de projetos continuará acelerado e atribuiu parte desse avanço ao diálogo permanente com o setor.
“Para chegar no momento em que estamos, de ampliação do número de leilões e de participação nesses leilões; de projetos bem estruturados; de segurança jurídica e regulatória; e de fortalecimento da ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres], isso é feito com muito diálogo”, afirmou.
A representante do ministério relatou que a formulação da política nacional para o setor foi precedida por uma série de consultas e debates com agentes de mercado.
Reforma tributária - O executivo da Motiva confirmou que os diálogos estão abertos, inclusive com relação a assuntos mais complexos, como a reforma tributária.
“A gente não tem dúvida que a reforma tributária está vindo de uma forma muito positiva para o país como um todo, mas ela vai gerar seus efeitos pontualmente em cada setor e a gente sabe que o setor de rodovias é muito sensível”, disse.
Camargo explicou ainda que os novos contratos dependem de geração de caixa, fluxo que deve ser impactado pela reforma tributária. Apesar disso, o executivo afirmou que as reguladoras “estão sensíveis” ao tema, inclusive já tratando de eventuais reequilíbrios cautelares.
25 de junho 2026
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