Assessoria de Imprensa
17/09/2026 00h01
Durante décadas, a valorização imobiliária nos Estados Unidos esteve associada aos endereços mais tradicionais de grandes centros urbanos.
Esse cenário, porém, começa a mudar. O avanço das comunidades planejadas, a migração interna para regiões em expansão e a concentração de serviços, lazer, educação e saúde em novos pólos urbanos estão redesenhando o mapa do mercado imobiliário americano.
Dados do ranking Top-Selling Master Planned Communities of 2025, elaborado pela consultoria John Burns Research & Consulting, mostram que as 50 principais comunidades planejad
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Durante décadas, a valorização imobiliária nos Estados Unidos esteve associada aos endereços mais tradicionais de grandes centros urbanos.
Esse cenário, porém, começa a mudar. O avanço das comunidades planejadas, a migração interna para regiões em expansão e a concentração de serviços, lazer, educação e saúde em novos pólos urbanos estão redesenhando o mapa do mercado imobiliário americano.
Dados do ranking Top-Selling Master Planned Communities of 2025, elaborado pela consultoria John Burns Research & Consulting, mostram que as 50 principais comunidades planejadas do país comercializaram cerca de 32,8 mil imóveis no último ano, mantendo o modelo entre os mais resilientes do setor.
Para Leandro Sobrinho, investidor imobiliário e cofundador da Davila Finance, a principal mudança está na forma como o mercado passou a enxergar o conceito de localização.
Segundo ele, o imóvel deixou de ser analisado isoladamente e passou a ser avaliado dentro da dinâmica de desenvolvimento da região onde está inserido.
"Durante muito tempo bastava estar em um endereço conhecido para acreditar que a valorização seria natural", afirma.
“Hoje, o que impulsiona o mercado é a capacidade de um bairro concentrar infraestrutura, serviços, mobilidade, lazer e qualidade de vida. Ou seja, o investidor passou a olhar para o crescimento da cidade antes mesmo de olhar para o empreendimento", completa.
Na prática, especialistas observam que o valor de um imóvel está cada vez mais ligado ao ecossistema urbano ao seu redor.
Escolas internacionais, hospitais, centros gastronômicos, marinas, parques, clubes esportivos, coworkings e opções de mobilidade passaram a influenciar diretamente o potencial de valorização dos empreendimentos.
Para Thiago Davila, investidor e incorporador imobiliário, esse novo modelo representa uma mudança estrutural na forma de desenvolver projetos nos Estados Unidos.
"Os empreendimentos deixaram de ser planejados apenas para entregar unidades residenciais”, comenta.
“Hoje existe uma preocupação em construir bairros completos, onde as pessoas consigam morar, trabalhar, consumir, estudar e aproveitar momentos de lazer sem depender de grandes deslocamentos. Esse conjunto de fatores fortalece a atratividade da região ao longo do tempo", explica.
17 de setembro 2026
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