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Faturamento da indústria de materiais sobe 1,1% em agosto

Amortecendo a queda acumulada no ano, Pulso Abramat mostra alta de 3,6% frente a agosto de 2025, melhora das expectativas para setembro e projeção de crescimento de 0,5% em 2026

Assessoria de Imprensa

17/09/2026 00h01


O faturamento deflacionado da indústria de materiais de construção cresceu 1,1% em agosto na comparação com julho, considerando o ajuste sazonal, e avançou 3,6% frente a agosto de 2025.

Com o resultado, a queda acumulada no ano diminuiu de 2,7% até julho, para 1,7% entre janeiro e agosto.

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) mantém a projeção de crescimento de 0,5% para 2026.

Os dados fazem parte da 2ª edição do Pulso Abramat, relatório mensal da entidade que reúne desempenho da indústria, percepção e expectativas d

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O faturamento deflacionado da indústria de materiais de construção cresceu 1,1% em agosto na comparação com julho, considerando o ajuste sazonal, e avançou 3,6% frente a agosto de 2025.

Com o resultado, a queda acumulada no ano diminuiu de 2,7% até julho, para 1,7% entre janeiro e agosto.

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) mantém a projeção de crescimento de 0,5% para 2026.

Os dados fazem parte da 2ª edição do Pulso Abramat, relatório mensal da entidade que reúne desempenho da indústria, percepção e expectativas das empresas e indicadores econômicos e setoriais.

A melhora dos últimos meses reforça a expectativa de redução gradual das perdas ao longo do 2º semestre.

Em abril, o faturamento acumulado no ano chegou a registrar queda de 4,8%. Em agosto, esse recuo estava em 1,7%.

Entre os segmentos, os materiais básicos acumulam retração de 1,5% no ano, enquanto os materiais de acabamento apresentam queda de 2%.

“Apesar de ainda negativos, os números acompanham o movimento de redução das perdas observado no faturamento total”, avalia a associação setorial.

Para Mauro Franco, presidente executivo da Abramat, o resultado reforça a perspectiva de melhora gradual da indústria, sustentada principalmente pela atividade da construção.

“Esse movimento segue apoiado pelo bom desempenho das obras de infraestrutura e do Minha Casa, Minha Vida, e mantemos uma expectativa de maior impacto do Programa Reforma Casa Brasil, que ganhou mais tração nas contratações nos últimos meses”, comenta.

“Ainda assim, os juros elevados e o endividamento das famílias limitam uma recuperação mais forte da demanda”, afirma.

Vendas – Embora o faturamento tenha avançado em agosto, a percepção das empresas sobre as vendas ficou abaixo do esperado.

No levantamento anterior, 85% das companhias projetavam para agosto um mercado entre regular, bom ou muito bom.

Na avaliação efetiva do mês, essa parcela ficou em 63%.

Para setembro, a sondagem aponta melhora mais clara das expectativas.

Entre as empresas, 43% projetam vendas boas ou muito boas, enquanto 47% esperam desempenho regular.

A parcela que prevê resultado ruim ou muito ruim cai para 10%.

Na avaliação da Abramat, a diferença entre as expectativas e o desempenho efetivo dos últimos meses mostra que a recuperação está em curso, mas ocorre em ritmo mais lento do que o esperado.

“O Termômetro converge para uma perspectiva de recuperação gradativa nos próximos meses, porém a sondagem tem sinalizado que a performance efetiva do mês tem ficado aquém da expectativa originalmente esperada”, observa Mauro Franco.

“A melhora vem acontecendo, mas a intensidade ainda está bem abaixo do que desejaríamos, mostrando que a pressão sobre o cenário macroeconômico nacional ainda impacta o desempenho da indústria de materiais”, afirma.

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