Assessoria de Imprensa
04/09/2026 07h30
A promessa de entidades representativas do setor da Construção Civil de organizar planos de carreira, atualizar nomes de cargos e oferecer qualificação gratuita nos canteiros de obras pode gerar um ganho de produtividade, redução de desperdício e maior velocidade de entregas, o que beneficiará a política habitacional do Minha Casa, Minha Vida.
A avaliação é do ministro das Cidades, Vladimir Lima, que participou no dia 2 de setembro, em São Paulo, do lançamento das “Trilhas Profissionais e de Carreira da Construção Civil”.
O programa é uma iniciativa do Sindicato da Construção
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A promessa de entidades representativas do setor da Construção Civil de organizar planos de carreira, atualizar nomes de cargos e oferecer qualificação gratuita nos canteiros de obras pode gerar um ganho de produtividade, redução de desperdício e maior velocidade de entregas, o que beneficiará a política habitacional do Minha Casa, Minha Vida.
A avaliação é do ministro das Cidades, Vladimir Lima, que participou no dia 2 de setembro, em São Paulo, do lançamento das “Trilhas Profissionais e de Carreira da Construção Civil”.
O programa é uma iniciativa do Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) com objetivo de gerar um atrativo para as carreiras do setor.
Segundo Yorki Estefan, presidente do Sinduscon-SP, a Construção Civil, que registra o maior patamar de contração com 3,1 milhões de trabalhadores com carteira assinada, enfrenta desafios para atrair novos profissionais.
“Enfrentamos um problema de mão de obra e precisamos atrair jovens que vejam perspectivas de crescimento profissional na construção”, afirmou.
José Romeu Neto, conselheiro do Senai, destacou que é necessário tornar o setor mais atrativo para os trabalhadores mais jovens, garantindo a renovação e a qualificação da mão de obra.
“O setor da construção tem uma das maiores taxas de rotatividade e é preciso considerar que a população também está envelhecendo”, avaliou. “Precisamos ser atrativos para o público mais jovem”, complementa.
Segundo o setor da construção civil, a iniciativa vai além de atualizar nomes de cargos e funções, mas estabelece uma jornada de qualificação e desenvolvimento de competências importantes para ganhos de qualidade.
Para o ministro Vladimir Lima, a implementação do programa, se bem-sucedida, irá gerar mais produtividade, o que poderá se traduzir em mais rapidez e melhorias para o MCMV, âncora da maior política habitacional do país.
“Isso é altamente positivo porque estamos falando de melhorar a vida das pessoas e de famílias que mais precisam”, diz Vladimir Lima. Ele destaca a necessidade preparar o setor diante das inovações e dos avanços tecnológicos que afetam todos os setores.
“Vivemos um novo momento. A tecnologia exige mão de obra cada vez mais qualificada e os profissionais querem ser valorizados. Isso é bom para o país”, emenda.
De acordo com o ministro, a modernização da construção civil impacta positivamente o Minha Casa, Minha Vida.
“A gente sabe que isso (valorização dos trabalhadores), aliado à modernização tecnológica, à industrialização, a gente vai poder avançar mais em produtividade, e dar maior escala ao programa habitacional Minha Casa Minha Vida e, cada vez mais, levar infraestrutura para todo o nosso Brasil, para aquelas famílias que mais precisam”, disse.
O presidente da FIESP, Paulo Skaf, ressalta que a iniciativa reuniu governo, empresários e trabalhadores em prol de melhorias para a indústria, que representa significativa do PIB. Ele considera esse esforço conjunto essencial para o programa virar realidade.
"O que faltava era isso, era uma reestruturação, um replanejamento, uma revitalização no setor para que realmente houvesse estímulo e incentivo às pessoas para trabalhar na construção civil", afirmou.
A proposta também prevê a atualização de nomenclaturas utilizadas tradicionalmente na construção civil. Funções como servente e pedreiro, por exemplo, passam a ser chamadas de assistente de produção e oficial de produção, respectivamente. A mudança busca alinhar os nomes das funções às competências e à formação exigidas dos profissionais.
A ideia é que quem pensa em ingressar na construção poderá saber, na largada, onde começar, o que aprender ou quais competências são necessárias para avançar. E quem já está no setor conseguirá visualizar até onde pode chegar profissionalmente.
O Minha Casa, Minha Vida é atualmente um dos principais vetores de demanda para a construção civil.
Em São Paulo, o programa já soma 253,2 mil unidades contratadas e 93,1 mil unidades entregues, com R$ 49,7 bilhões em investimentos habitacionais. Pelo Novo PAC, os investimentos no estado chegam a R$ 15,4 bilhões, além de contratos de R$ 1,5 bilhão em 16 empreendimentos.
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