Assessoria de Imprensa
19/03/2026 14h03 | Atualizada em 19/03/2026 14h08
O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com desempenho positivo, contrariando expectativas de retração diante do patamar elevado da taxa básica de juros, próxima de 15% ao longo do ano.
Dados consolidados do Senior Index, indicador da Senior Sistemas que acompanha os segmentos de médio e alto padrão, em conjunto com as estatísticas oficiais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostram que o setor manteve o crescimento em lançamentos, vendas e preços, sustentado por políticas públicas habitacionais, demanda reprimida e estratégias de adaptação das empresas.
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O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com desempenho positivo, contrariando expectativas de retração diante do patamar elevado da taxa básica de juros, próxima de 15% ao longo do ano.
Dados consolidados do Senior Index, indicador da Senior Sistemas que acompanha os segmentos de médio e alto padrão, em conjunto com as estatísticas oficiais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostram que o setor manteve o crescimento em lançamentos, vendas e preços, sustentado por políticas públicas habitacionais, demanda reprimida e estratégias de adaptação das empresas.
Segundo a CBIC, 453.005 unidades residenciais foram lançadas em 2025, alta de 10,6% em relação a 2024, estabelecendo um recorde histórico.
As vendas somaram 426.260 unidades, crescimento de 5,4% na mesma base de comparação.
Já o Valor Geral de Vendas (VGV) anual atingiu R$ 264,2 bilhões, com avanço de 3,5%.
No 4º trimestre, o ritmo permaneceu consistente, com 109.439 unidades vendidas e forte contribuição do Sudeste.
Resiliência – Mesmo com o custo do financiamento pressionado pela Selic elevada, o desempenho do mercado foi sustentado por fatores estruturais.
O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas em 2025, com crescimento anual de 13,5% e 15,9%, respectivamente.
Regiões fora do eixo tradicional também ganharam protagonismo: o Norte registrou aumento de 68,8% nos lançamentos do 4º trimestre ante igual período de 2024, enquanto o Nordeste avançou 27,4% no mesmo indicador.
Nos segmentos de médio e alto padrão, os dados do Senior Index 2025 reforçam a leitura de resiliência seletiva.
O índice aponta crescimento nacional de 7,3% em VGV, aumento de 5% na quantidade de unidades comercializadas e valorização média de 10,4% no preço do metro quadrado.
O Nordeste se destacou com alta de 27,1% em VGV, enquanto o Sudeste liderou a valorização de preços, com avanço de 12,7% no valor do metro quadrado.
A análise por padrão de produto indica mudança no perfil da demanda.
No médio padrão, o VGV cresceu 5,2%, alinhado à média nacional.
Já o alto padrão apresentou desempenho superior, com alta de 8,9% no VGV e 5,5% no número de unidades, sinalizando maior busca por imóveis de maior valor agregado, mesmo em um ambiente de juros elevados.
Preços – Os indicadores de preços corroboram o cenário de demanda contínua.
O índice FipeZap acumulou valorização próxima de 8% nos 12 meses até abril de 2025, ritmo acima da inflação no período, indicando capacidade do mercado de repasse de custos e preservação de margens em determinados segmentos e regiões.
Apartamentos e condomínios concentraram cerca de 77% das receitas imobiliárias, refletindo a preferência por moradia urbana e produtos verticais.
“O ano de 2025 serviu como uma prova clara da resiliência estrutural do mercado imobiliário brasileiro diante de um ciclo de juros elevados”, afirma o diretor do segmento Construção da Senior, Marcos Malagola.
“A capacidade de adaptação das empresas, aliada à existência de demanda reprimida e ao papel dos programas habitacionais, sustentou um crescimento que muitos analistas consideravam improvável”, avalia.
Projeções – As projeções para 2026 indicam um ambiente mais favorável.
A CBIC estima crescimento de 2% no PIB da construção, apoiado pela expectativa de estabilização e possível redução gradual da Selic, volume recorde de recursos do FGTS destinados à habitação e metas ampliadas do MCMV, que projeta até 3 milhões de unidades nos próximos anos.
No longo prazo, as estimativas de mercado apontam expansão gradual do setor, com o tamanho do mercado passando de cerca de US$ 128,6 bilhões em 2025 para US$ 160,6 bilhões até 2034, a uma taxa média anual próxima de 2,5%.
Para analistas, a combinação de juros menos restritivos, maior sofisticação dos modelos de negócio e demanda habitacional estrutural cria as bases para um novo ciclo de crescimento mais equilibrado a partir de 2026.
“A melhora das condições de financiamento prevista para 2026, somada à experiência adquirida pelos agentes do setor em operar sob juros elevados, sugere que estamos à beira de um novo ciclo, possivelmente menos volátil e mais orientado pela demanda real do que por estímulos pontuais”, diz o diretor.
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