Assessoria de Imprensa
04/05/2026 15h27
A indústria de materiais de construção manteve estabilidade nas vendas em abril, mas já começa a ajustar o ritmo de produção diante de pressões de custo. Dados do Termômetro Abramat mostram um cenário de equilíbrio na demanda, acompanhado por sinais de desaceleração na atividade industrial.
Segundo o levantamento, 45% das empresas avaliaram o faturamento como bom no período, enquanto 30% classificaram o desempenho como regular e 20% como ruim, indicando manutenção do nível de vendas no mercado.
Apesar disso, a utilização da capacidade instalada recuou para 74% em abril, queda de 3 pontos
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A indústria de materiais de construção manteve estabilidade nas vendas em abril, mas já começa a ajustar o ritmo de produção diante de pressões de custo. Dados do Termômetro Abramat mostram um cenário de equilíbrio na demanda, acompanhado por sinais de desaceleração na atividade industrial.
Segundo o levantamento, 45% das empresas avaliaram o faturamento como bom no período, enquanto 30% classificaram o desempenho como regular e 20% como ruim, indicando manutenção do nível de vendas no mercado.
Apesar disso, a utilização da capacidade instalada recuou para 74% em abril, queda de 3 pontos percentuais em relação a março e de 1 ponto na comparação com o mesmo mês de 2025, sinalizando ajuste na operação industrial.
O movimento reflete um ambiente ainda equilibrado do ponto de vista da demanda, mas com aumento da cautela por parte das empresas. No mercado interno, a maior parte das indústrias manteve avaliação positiva, embora tenha crescido a percepção de desempenho negativo na comparação com o mês anterior.
Para o curto prazo, as expectativas seguem moderadas. Em maio, 45% das empresas projetam desempenho bom e 50% esperam um cenário regular, indicando continuidade de um ritmo estável de atividade.
Mesmo com a desaceleração da produção, a intenção de investimento permanece elevada. Em abril, 65% das empresas afirmaram que pretendem investir nos próximos 12 meses, mantendo o patamar observado em março e sinalizando confiança no desempenho do setor no médio prazo.
Parte da pressão sobre a atividade está associada ao cenário internacional. A escalada do conflito no Oriente Médio elevou os custos de combustíveis e derivados do petróleo, impactando diretamente a operação das empresas e contribuindo para a redução do ritmo produtivo.
“Os dados de abril mostram uma indústria que mantém estabilidade nas vendas, mas já começa a ajustar sua operação diante de pressões de custos. O aumento nos preços de combustíveis e derivados do petróleo impacta diretamente a produção e ajuda a explicar a redução na capacidade instalada. Ao mesmo tempo, seguimos acompanhando o ambiente macroeconômico e seus desdobramentos sobre o setor”, afirma Paulo Engler, presidente executivo da Abramat.
05 de maio 2026
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