Assessoria de Imprensa
24/07/2026 12h39 | Atualizada em 24/07/2026 12h51
A construção civil brasileira vive um momento de transformação. Em um setor historicamente marcado pela baixa industrialização, escassez de mão de obra qualificada e desafios relacionados ao cumprimento de prazos e custos, incorporadoras começam a adotar novos modelos produtivos inspirados na indústria para tornar os empreendimentos mais eficientes, sustentáveis e previsíveis.
Um dos exemplos desse movimento é o BLVD Alti, primeiro empreendimento vertical do bairro planejado DISTRITQ, desenvolvido pela Arqos Urbanismo em Alphaville (SP).
O projeto aposta em um modelo construtivo baseado na industrialização da obra, utiliz
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A construção civil brasileira vive um momento de transformação. Em um setor historicamente marcado pela baixa industrialização, escassez de mão de obra qualificada e desafios relacionados ao cumprimento de prazos e custos, incorporadoras começam a adotar novos modelos produtivos inspirados na indústria para tornar os empreendimentos mais eficientes, sustentáveis e previsíveis.
Um dos exemplos desse movimento é o BLVD Alti, primeiro empreendimento vertical do bairro planejado DISTRITQ, desenvolvido pela Arqos Urbanismo em Alphaville (SP).
O projeto aposta em um modelo construtivo baseado na industrialização da obra, utilizando estruturas pré-moldadas de concreto, integração multidisciplinar entre arquitetura e engenharia e planejamento antecipado de todas as etapas da construção.
Segundo a incorporadora, o BLVD Alti é o primeiro empreendimento residencial de médio alto padrão (MAP) do mercado imobiliário paulista desenvolvido com estrutura pré-moldada de concreto, tecnologia que permitiu conciliar arquitetura autoral, maior previsibilidade construtiva e redução do prazo de execução.
O empreendimento ocupa uma área de aproximadamente 45 mil metros quadrados e reúne seis torres de baixa altura, com apenas cinco pavimentos cada (térreo mais quatro andares e cobertura), totalizando 225 unidades residenciais.
O diferencial arquitetônico está no afastamento de cerca de 30 metros entre as edificações, solução que proporciona vista permanente para a mata atlântica, maior privacidade entre os apartamentos e melhor aproveitamento da iluminação e ventilação naturais.
Para a incorporadora, viabilizar um projeto com esse nível de complexidade exigiu muito mais do que desenvolver uma arquitetura diferenciada. Foi necessário repensar toda a lógica produtiva da obra.
Enquanto o modelo convencional concentra grande parte das decisões no canteiro, o BLVD Alti foi concebido sob o conceito de construir antes de construir. Na prática, isso significa que todas as disciplinas, arquitetura, estrutura, instalações e engenharia, foram compatibilizadas ainda na fase de projeto, reduzindo improvisos, retrabalhos e interferências durante a execução.
A industrialização também alterou significativamente a dinâmica da obra. Em vez de produzir pilares, vigas e lajes diretamente no canteiro, boa parte desses elementos passou a ser fabricada em ambiente industrial e transportada pronta para montagem.
Com isso, etapas tradicionais passaram a ocorrer simultaneamente, acelerando o cronograma e aumentando o controle sobre qualidade e custos.
Outro diferencial foi a utilização de lajes alveolares e estruturas pré-moldadas de concreto, que permitiram grandes vãos livres e maior flexibilidade arquitetônica sem comprometer a estética do empreendimento.
Um dos desafios do projeto consistiu em ocultar completamente as conexões estruturais típicas desse sistema construtivo, garantindo que o resultado final mantivesse o padrão visual esperado para um empreendimento de alto padrão.
A adoção desse modelo também reduziu significativamente a dependência de mão de obra intensiva. Segundo a Arqos, a etapa de montagem passou de cerca de 40 para apenas sete profissionais, enquanto a montagem estrutural das torres é realizada por equipes mais enxutas, aumentando a produtividade e reduzindo riscos operacionais.
Os ganhos refletem diretamente no cronograma. De acordo com a Arqos, o modelo permite reduzir em cerca de 30% o tempo de execução da obra.
No empreendimento, o cronograma total foi reduzido de 33 para 24 meses, uma diminuição de aproximadamente 28%. Além da economia de tempo, o processo proporciona maior previsibilidade financeira, uma vez que grande parte da produção ocorre em ambiente fabril, reduzindo desperdícios, retrabalhos e oscilações típicas da execução tradicional.
A estratégia também trouxe benefícios ambientais. O empreendimento conquistou certificação preliminar EDGE (Excellence in Design for Greater Efficiencies), validada pelo Green Business Certification Inc. (GBCI), alcançando indicadores superiores aos requisitos mínimos da certificação.
Entre os resultados estão a redução de 24,39% no consumo de energia, a economia de 34,32% no consumo de água e a diminuição de 40% da energia incorporada aos materiais utilizados na construção.
Além das soluções construtivas, o projeto incorpora estratégias passivas de sustentabilidade, como ventilação cruzada, ampla incidência de iluminação natural, preservação de áreas verdes e baixa taxa de ocupação do terreno.
Dos quase 45 mil metros quadrados da área total, apenas 19,33% são efetivamente ocupados pelas edificações, enquanto aproximadamente 20,6 mil metros quadrados permanecem preservados como reserva legal e outros 15,6 mil metros quadrados são destinados a áreas livres e de lazer.
"Mais do que apresentar uma inovação pontual, o BLVD Alti sinaliza uma tendência que deve ganhar força nos próximos anos: a adoção de modelos produtivos mais industrializados, capazes de combinar produtividade, sustentabilidade e qualidade arquitetônica em um mercado que exige empreendimentos cada vez mais complexos e eficientes", finaliza a incoporadora.
23 de julho 2026
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