BENews
14/01/2026 17h29
O governo federal pretende realizar 8 leilões de concessão de ferrovias este ano, com investimento estimado em quase R$ 300 bilhões ao longo dos contratos.
A previsão é que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, tenha fechado 2025 com volume de quase R$ 4 bilhões a ferrovias, e a meta é superar esses valores agora em 2026.
Uma concessão está programada para 2027. As demais tem potencial para gerar investimento de R$ 140 bilhões. Estão na carteira do Ministério dos Transportes o Corredor MG-RJ; o Anel Ferroviário Sudeste; a Malha Oeste; o Corredor Leste Oeste, o Ferrogrão; e as malhas Sul,
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O governo federal pretende realizar 8 leilões de concessão de ferrovias este ano, com investimento estimado em quase R$ 300 bilhões ao longo dos contratos.
A previsão é que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, tenha fechado 2025 com volume de quase R$ 4 bilhões a ferrovias, e a meta é superar esses valores agora em 2026.
Uma concessão está programada para 2027. As demais tem potencial para gerar investimento de R$ 140 bilhões. Estão na carteira do Ministério dos Transportes o Corredor MG-RJ; o Anel Ferroviário Sudeste; a Malha Oeste; o Corredor Leste Oeste, o Ferrogrão; e as malhas Sul, sendo Corredor PR/SC, Corredor Rio Grande e Corredor Mercosul; e a Extensão Norte (Ferrovia Norte/Sul).
Também faz parte desse cronograma de concessões a licitação de ferrovias de transporte de passageiros em 2026. A primeira será a ligação entre a capital federal Brasília e Luziânia, município goiano do entorno do Distrito Federal. A entrada cada vez maior do BNDES na oferta de financiamento dos projetos é a principal aposta para destravar as licitações neste ano, que é decisivo em função do pleito eleitoral do mês de outubro.
“Oito leiloes de ferrovias que podem transformar a infraestrutura logística do Brasil. Estivemos no escritório do BNDES em São Paulo, conversando com o mercado sobre os nossos projetos ferroviários, o nosso Pipeline. Conversamos com bancos, fundos, construtoras, operadores, e percebemos muito interesse nos nossos projetos. Aliás, a nossa carteira tem repercussão hoje internacional na mídia, e tivemos conversas também com empresas chinesas. Então, percebemos que há muito interesse nos nossos projetos. Neste mês de janeiro teremos novas reuniões. Portanto, são oito leiloes que podem transformar a infraestrutura ferroviária no Brasil”, disse Leonardo Cezar Ribeiro, secretário nacional de transporte ferroviário.
Em relação a Ferrogrão – EF-170, projeto de ferrovia estratégica para o agronegócio, com cerca de 933 km, ligando Sinop (MT) ao Porto de Miritituba (PA) -, o Supremo Tribunal Federal analisa uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, que questiona a legalidade da construção da ferrovia por envolver a alteração de limites de um parque nacional no Pará.
O relator do processo é Alexandre de Moraes. Em 2021, o ministro suspendeu os processos da Ferrogrão, e encaminhou o caso para conciliação. Alexandre de Moraes defende a legalidade do projeto com as devidas compensações e estudos.
“Lá na região do Mato Grosso e do Pará, nós temos o projeto da Ferrogrão, é antigo e precisa sair do papel. São investimentos muito importantes e muito necessários para o país. Evidentemente, as cargas que, habitualmente, estão na ferrovias serão as mais beneficiadas, estamos falando aqui de minério, principalmente de grãos. Nós temos no agronegócio, ainda, celulose, proteína animal, que muito provavelmente, por conta dessas regiões, também serão beneficiados. Nós estamos torcendo e acompanhando de perto para que, efetivamente, esse planejamento saia do papel, e esses oito leilões ocorram em 2026“, analisou Mário Povia, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Infraestrutura.
Para investidores privados, é positiva a atuação do governo para acelerar as concessões de ferrovias por meio da participação do Estado para compartilhar riscos do projeto, como de engenharia, ambiental e político. Segundo o Ministério dos Transportes, a modelagem das concessões está consolidada com aperfeiçoamentos para evitar erros passados, como falta de análise adequada de risco e projeções irreais de receitas. Conforme a pasta, a engenharia financeira formatada pelo BNDES possui mecanismos para driblar o efeito da flutuação da taxa de juros, como a troca de dívidas.
“Ao longo dos últimos 30 anos, nós apostamos em modelo de concessão, modelo de exploração ferroviária, que se baseou, majoritariamente, em investimento privado. O país sempre colocou muito a responsabilidade pelos investimentos e pela gestão da ferrovia no setor privado. Isso tem frutos positivos, o setor trouxe inovação, eficiência, colocou centenas de bilhões de reais em novos investimentos. Acho que todos temos muita consciência da importância de ampliar o transporte ferroviário no país. É mais barato, é mais eficiente, é mais sustentável, é mais seguro”, afirmou Davi Barreto, diretor-presidente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários.
14 de janeiro 2026
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