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Exportação de sucata ferrosa cresce menos em abril

Inesfa manifesta-se contrário à redução de preços aos catadores, usando a tributação como pretexto, e espera melhora do mercado interno em maio

Assessoria de Imprensa

14/05/2026 00h01


As exportações de sucata ferrosa, insumo usado na fabricação de aço, cresceram em ritmo menor em abril no comparativo anual, já como início do reflexo da derrubada da cobrança do PIS e Cofins na reciclagem.

No mês passado, as vendas externas de sucata atingiram 77.039 toneladas, alta de 12% em relação às 68.492 toneladas em abril do ano de 2025.

Em março deste ano, as exportações haviam alcançado 93.442 toneladas, conforme foram divulgadas pelo Ministério da Economia, Secex.

No acumulado de janeiro a abril de 2026, as exportações de sucata ferrosa – apenas o exceden

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As exportações de sucata ferrosa, insumo usado na fabricação de aço, cresceram em ritmo menor em abril no comparativo anual, já como início do reflexo da derrubada da cobrança do PIS e Cofins na reciclagem.

No mês passado, as vendas externas de sucata atingiram 77.039 toneladas, alta de 12% em relação às 68.492 toneladas em abril do ano de 2025.

Em março deste ano, as exportações haviam alcançado 93.442 toneladas, conforme foram divulgadas pelo Ministério da Economia, Secex.

No acumulado de janeiro a abril de 2026, as exportações de sucata ferrosa – apenas o excedente não vendido no mercado interno -- somam 313.728 toneladas, aumento de 27% se comparadas a igual período de 2025, com 247.076 toneladas.

Segundo Clineu Alvarenga, presidente do Instituto Nacional da Reciclagem (Inesfa), órgão de classe que representa mais de 5 mil empresas recicladoras que praticam a sustentabilidade e impulsionam a economia circular, “neste mês de maio teremos mais clareza do impacto da decisão sobre o PIS e Cofins nas exportações e se o mercado pode voltar a uma situação de normalidade. É provável que o mercado interno se torne mais atrativo em relação aos preços de exportações, estimulando as vendas no Brasil”.

Alvarenga destaca que algumas empresas recicladoras, não associadas ao Inesfa, “não terão mais o argumento dos impostos para reduzir os preços pagos às cooperativas e catadores”.

O Inesfa, afirma, não concorda com essa prática em que algumas empresas de todos os segmentos de reciclagem prejudicam os ganhos do elo mais fragilizado da cadeia de reciclagem. “Não é prática comercial correta. Devemos sempre valorizar a base da cadeia”, afirma.

PEC da Reciclagem - A Proposta de Emenda à Constituição nº 34/2025, denominada PEC da Reciclagem, é atualmente a principal reivindicação do setor e está tramitando no Congresso Nacional.
A PEC já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora será analisada por uma comissão especial que será criada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, para depois ir à votação no Plenário.

“O Inesfa tem também participado de reuniões com a Receita Federal para explicar ao governo a necessidade de o setor de reciclagem ter uma tributação homogênea, um padrão para todos, desde cooperativas até processadores”, diz Alvarenga.

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