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Construção civil vê 2026 com otimismo moderado

Conjuntura econômica do SindusCon-SP abordou o desempenho de 2025, a conjuntura internacional e a proposta de redução de jornada 

Assessoria de Impren

13/03/2026 08h00


A expectativa de um desempenho mais favorável da construção civil em 2026, em comparação ao último ano, e os possíveis impactos de uma eventual redução da jornada de trabalho foram os temas mais discutidos na Reunião de Conjuntura do SindusCon-SP realizada em 11/03.

A reunião foi conduzida pelo vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, e contou com a participação do presidente da entidade, Yorki Estefan, da economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da Fundação Getulio Vargas / FGV Ibre, do professor da FGV Robson Gonçalves e de executivos das empresas associ

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A expectativa de um desempenho mais favorável da construção civil em 2026, em comparação ao último ano, e os possíveis impactos de uma eventual redução da jornada de trabalho foram os temas mais discutidos na Reunião de Conjuntura do SindusCon-SP realizada em 11/03.

A reunião foi conduzida pelo vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, e contou com a participação do presidente da entidade, Yorki Estefan, da economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da Fundação Getulio Vargas / FGV Ibre, do professor da FGV Robson Gonçalves e de executivos das empresas associadas.

Ana Maria Castelo mostrou que a queda do PIB da construção no quarto trimestre levou o resultado de 2025 a um avanço de apenas 0,5%.

O desempenho foi influenciado pela retração do segmento informal, como autoconstrução e reformas, enquanto o mercado formal manteve expansão, com aumento de 3,1% no emprego com carteira assinada, segundo o Novo Caged.

Para ela, há fatores que podem sustentar a atividade neste ano. Há um conjunto expressivo de obras contratadas em 2025, especialmente no Minha Casa, Minha Vida, além de projetos de infraestrutura previstos para este ano , afirmou.

No cenário internacional, o economista Robson Gonçalves destacou que tensões geopolíticas e possíveis pressões sobre os preços do petróleo podem afetar a inflação e a trajetória dos juros no Brasil, com reflexos sobre a atividade econômica.

Eduardo Zaidan disse ter um otimismo moderado com o desempenho da economia em 2026. Gastos relativos ao ciclo eleitoral, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, o baixo desemprego, o bom desempenho do agronegócio e a atração de capitais estrangeiros, favorecida pela manutenção de juros elevados, tendem a sustentar algum crescimento do PIB , disse Zaidan.

No final do encontro, também foi discutida a PEC 8/2025, que trata da redução da jornada de trabalho. Estefan alertou para os possíveis impactos da medida sobre a construção civil.

"Se essa PEC for aprovada e for necessário ampliar o quadro em cerca de 10% para compensar a redução da jornada, estaríamos falando de aproximadamente 300 mil trabalhadores adicionais no setor. Esse contingente hoje não existe no mercado, diante da escassez de mão de obra. Isso levaria ao aumento dos custos e à extensão do prazo das obras, com impacto também nos custos financeiros da construção , finalizou.


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