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Construção civil divulga indicadores de emissões e energia incorporada no Brasil

Levantamento do SindusCon-SP mostra emissões de carbono e consumo energético da construção brasileira abaixo de referências internacionais

Assessoria de Imprensa

23/03/2026 07h40


O Comitê de Meio Ambiente do SindusCon-SP (Comasp) divulgou em 20/03, os indicadores da Calculadora de Eficiência Energética e Emissões de Carbono na Construção (CECarbon), ferramenta que acompanha as emissões de carbono e o consumo de energia em canteiros de obras.

Os dados referentes a 2025 permitem acompanhar a evolução ambiental do setor no período.

De acordo com o Comasp, as emissões médias de gases de efeito estufa (GEE), 0,22 tonelada de dióxido de carbono equivalente por metro quadrado (tCO₂e/m²), os indicadores brasileiros seguem em patamar competitivo no cenário internacional. Estudos realizados na Uniã

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O Comitê de Meio Ambiente do SindusCon-SP (Comasp) divulgou em 20/03, os indicadores da Calculadora de Eficiência Energética e Emissões de Carbono na Construção (CECarbon), ferramenta que acompanha as emissões de carbono e o consumo de energia em canteiros de obras.

Os dados referentes a 2025 permitem acompanhar a evolução ambiental do setor no período.

De acordo com o Comasp, as emissões médias de gases de efeito estufa (GEE), 0,22 tonelada de dióxido de carbono equivalente por metro quadrado (tCO₂e/m²), os indicadores brasileiros seguem em patamar competitivo no cenário internacional. Estudos realizados na União Europeia indicam que as emissões incorporadas em edificações variam entre 0,43 e 0,82 tCO₂e/m².

Para o presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, esse desempenho está associado a características estruturais do setor no país. “Nosso diferencial em relação à Europa está ligado, entre outros fatores, à matriz elétrica mais limpa, ao perfil dos materiais utilizados e às soluções construtivas predominantes no Brasil”, afirma.

Com o aumento da amostragem, também foi possível avançar na criação de indicadores segmentados por tipologia de empreendimento. Em 2025, as construções de empreendimentos residenciais apresentaram média de 0,22 tCO₂e/m².

Já os empreendimentos comerciais e de uso misto registraram valores mais elevados, alcançando 0,25 tCO₂e/m², em função da maior complexidade construtiva e do maior volume de sistemas e materiais empregados.

Os indicadores também mostram diferenças relevantes nas emissões de GEE entre os tipos de empreendimentos. Projetos de Habitação de Interesse Social (HIS) registraram emissões médias de 0,21 tCO₂e/m², enquanto empreendimentos de alto padrão apresentaram 0,24 tCO₂e/m².

A diferença está associada, principalmente, ao maior volume e à maior diversidade de materiais utilizados nas construções de padrão mais elevado.

Os resultados da CECarbon referentes a 2025, indicam que as escolhas construtivas têm impacto direto no volume de emissões associado às obras. Por exemplo, o sistema de Parede de Concreto apresentou menor intensidade de emissões, com média de 0,19 tCO₂e/m², enquanto que o o sistema de Alvenaria e Estrutura Convencional registrou emissões mais altas, em torno de 0,24 tCO₂e/m².

Francisco Vasconcellos Neto, vice-presidente de Meio Ambiente do SindusCon-SP, explica que foram analisadas 125 obras. Segundo ele, os dados mais recentes refletem um maior detalhamento das amostras, a inclusão de novos padrões construtivos e o amadurecimento metodológico da ferramenta.

“Desde o seu lançamento, a CECarbon se consolidou como o principal banco de dados nacional sobre emissões de gases de efeito estufa (GEE) e energia incorporada em edificações, tornando-se referência para políticas públicas, programas habitacionais, financiamentos sustentáveis e certificações ambientais”, completa Vasconcellos Neto.

Consumo energético - Em relação à energia incorporada, dados brasileiros obtidos por meio da CECarbon indicam um valor médio de 2,34 gigajoules por metro quadrado (GJ/m²), ligeiramente abaixo da média observada em referências internacionais, estimada em cerca de 2,5 GJ/m².

O indicador da CECarbon considera a energia “embutida” nos materiais e nos processos construtivos ao longo da execução das obras. Ao analisar por padrão de empreendimento, observa-se que os projetos de alto padrão apresentaram energia incorporada média de 2,44 GJ/m², enquanto os empreendimentos de Habitação de Interesse Social (HIS) registraram 2,27 GJ/m².

Por tipologia de uso, os empreendimentos residenciais apresentaram média de 2,28 GJ/m², ao passo que projetos comerciais e mistos alcançaram 2,46 GJ/m². Já na análise por sistema construtivo, o sistema de Parede de Concreto registrou média de 2,04 GJ/m², enquanto o sistema de Alvenaria com Estrutura Convencional apresentou média de 2,40 GJ/m², segundo o indicador da CECarbon.

Francisco Vasconcellos Neto aponta que os dados obtidos pela CECarbon mostram que a energia incorporada média das edificações no Brasil está abaixo dos indicadores observados em referências internacionais, o que demonstra um desempenho relativamente mais eficiente quando comparado a parâmetros utilizados em outros países.

Em 2026, o SindusCon-SP lançará a 4ª versão da CECarbon, com aprimoramentos na experiência do usuário e integração com softwares de orçamento e plataformas BIM (Building Information Modeling).

Ainda neste ano, a entidade prevê o lançamento da plataforma Construção Sustentável, que irá concentrar a CECarbon, a Calculadora de Eficiência Hídrica na Construção Civil (CEHídrica) e ferramentas de eficiência energética em um ambiente único de dados ambientais.

Como funciona a CECarbon - Para chegar aos indicadores de emissões de carbono e de consumo energético, a CECarbon parte de informações inseridas diretamente pelas empresas na plataforma. São registrados, de forma quantitativa, os insumos utilizados na obra, o consumo de energia elétrica, a quantidade de horas de uso de máquinas e equipamentos, por exemplo.

Também são consideradas as características técnicas, como tipologia da edificação. A plataforma cruza os dados informados pelas empresas com fatores de emissão e de e de energia reconhecidos e transforma em números padronizados, como toneladas de CO₂ equivalente e consumo de energia. Assim, os resultados se tornam nas fases de projeto e obra, entre diferentes tipologias e etapas construtivas.

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