Assessoria de Imprensa
15/06/2026 11h21
A indústria de materiais de construção voltou a crescer em maio, revertendo a retração registrada no mês anterior e reforçando a expectativa de recuperação gradual da atividade ao longo de 2026.
Segundo o Índice Abramat, o faturamento deflacionado do setor avançou 0,8% na comparação com abril, considerando os dados dessazonalizados.
O resultado foi impulsionado principalmente por materiais básicos, que registraram crescimento de 1,6% no período, enquanto os materiais de acabamento permaneceram estáveis.
O desempenho sugere uma recomposição da atividade após os impactos observad
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A indústria de materiais de construção voltou a crescer em maio, revertendo a retração registrada no mês anterior e reforçando a expectativa de recuperação gradual da atividade ao longo de 2026.
Segundo o Índice Abramat, o faturamento deflacionado do setor avançou 0,8% na comparação com abril, considerando os dados dessazonalizados.
O resultado foi impulsionado principalmente por materiais básicos, que registraram crescimento de 1,6% no período, enquanto os materiais de acabamento permaneceram estáveis.
O desempenho sugere uma recomposição da atividade após os impactos observados em abril, quando o aumento dos custos de combustíveis e derivados do petróleo, somado às incertezas do cenário internacional, pressionou a operação das empresas e contribuiu para a retração do faturamento.
Na comparação com maio de 2025, o faturamento da indústria apresentou recuo de 1%.
O desempenho acumulado no ano ainda reflete um ambiente econômico marcado por juros elevados e por uma acomodação da demanda em alguns segmentos da construção civil.
Entre os grupos de materiais, os básicos permaneceram estáveis na comparação anual, enquanto os de acabamento registraram retração de2,6%.
Apesar da melhora observada em maio, os indicadores acumulados mostram que o setor ainda segue em processo de recomposição.
Nos cinco primeiros meses do ano, o faturamento deflacionado da indústria registra retração de 3,7%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses apresenta queda de 3,8%.
Na projeção anual, apesar de apresentar crescimento de 1,9%, a Abramat traz sinais de alerta que podem impactar esse crescimento, como a performance abaixo do previsto do Programa Reforma Casa Brasil, pressõesinflacionárias na cadeia e desempenho geral da economia e da demanda.
A expectativa está apoiada na recuperação gradual da atividade da construção civil e na capacidade da indústria de manter níveis consistentes de operação mesmo diante de um cenário econômico mais restritivo.
Para Mauro Franco, presidente executivo da Abramat, o resultado de maio traz sinais positivos, especialmente pela reação observada nos materiais básicos, segmento tradicionalmente associado ao ritmo das obras e da atividade da construção.
“O avanço registrado em maio mostra que a indústria continua encontrando espaço para reagir, mesmo em um ambiente que ainda exige cautela”, diz ele.
“O desempenho dos materiais básicos é particularmente relevante porque acompanha mais de perto o nível de atividade da construção e sinaliza uma retomada gradual após os desafios enfrentados no mês anterior”, afirma.
Segundo o executivo, a leitura dos indicadores ainda requer atenção em relação as expectativas da entidade para o ano.
“Apesar do avanço gradual nestes primeiros meses, a comparação acumulada mostra que ainda não recuperamos os patamares do ano passado, mostrando ainda um cenário que permanece desafiador para empresas e consumidores”, avalia Franco.
“Ao mesmo tempo, a sustentação dessa melhora gradual projeta a perspectiva de um crescimento moderado em 2026 em relação ao ano passado e demonstra a capacidade de recuperação da indústria e a resiliência da construção civil, setor tão relevante para a economia brasileira”, completa.
15 de junho 2026
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