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Construção civil deve crescer até 1% em 2026, mas crédito preocupa setor

Emprego formal avança 3% no país, enquanto escassez de mão de obra e financiamento para a classe média geram apreensão nas empresas do setor

Assessoria de Imprensa

16/10/2026 14h56


O Produto Interno Bruto (PIB) da construção deverá crescer entre 0,5% e 1% em 2026, com desempenho superior ao projetado para 2025, 0,5%, e sustentado principalmente pelo segmento formal das construtoras.

A avaliação foi apresentada durante a Reunião de Conjuntura do SindusCon-SP, realizada no dia 14 de outubro.

Segundo a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, os indicadores mostram que a atividade segue aquecida no mercado formal. Nos primeiros oito meses do ano, o emprego com carteira assinada na construção cresceu 3% no Brasil, 2,4% no Estado de São Paulo e 3,3% na capital paulista.

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O Produto Interno Bruto (PIB) da construção deverá crescer entre 0,5% e 1% em 2026, com desempenho superior ao projetado para 2025, 0,5%, e sustentado principalmente pelo segmento formal das construtoras.

A avaliação foi apresentada durante a Reunião de Conjuntura do SindusCon-SP, realizada no dia 14 de outubro.

Segundo a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV Ibre, os indicadores mostram que a atividade segue aquecida no mercado formal. Nos primeiros oito meses do ano, o emprego com carteira assinada na construção cresceu 3% no Brasil, 2,4% no Estado de São Paulo e 3,3% na capital paulista.

Apesar da perspectiva positiva, o setor mantém preocupações relevantes para os próximos anos. A principal delas é a redução das fontes de crédito imobiliário para famílias de renda média.

Há uma preocupação com a queda dos recursos da poupança e a retração dos financiamentos com recursos livres podem dificultar a compra de imóveis fora do programa Minha Casa, Minha Vida.

Outro desafio é a escassez de mão de obra, apontada pelas empresas como a principal limitação aos negócios. Ao mesmo tempo, os custos da construção acumulam alta superior a 7% nos últimos 12 meses.

No mercado residencial, executivos do setor alertaram para a defasagem dos preços dos imóveis destinados à classe média. Com juros ainda elevados, o consumidor enfrenta dificuldades para a aquisição da casa própria, o que pressionará lançamentos e vendas.

Durante a reunião, representantes das construtoras demonstraram preocupação com uma possível desaceleração do mercado. Embora o ritmo de lançamentos ligados ao Minha Casa, Minha Vida continue crescendo, as vendas mostram sinais de perda de fôlego, o que poderá levar parte das empresas a reduzir novos projetos.

Para os especialistas reunidos pelo SindusCon-SP, a demanda por habitação permanece elevada no Brasil. E as vendas poderão ganhar impulso caso haja redução dos juros nos próximos anos.

A melhora das condições de crédito é vista como um dos principais fatores para acelerar o crescimento da construção civil e do mercado imobiliário.

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