Instituto MBCBrasil
03/06/2026 10h36 | Atualizada em 03/06/2026 10h49
O Brasil pode ampliar significativamente a produção de etanol até 2040, impulsionado pelo aumento da mistura de etanol na gasolina, pela expansão da frota híbrida flex e por novas aplicações industriais e logísticas do biocombustível.
Obtidos a partir de estudo da consultoria LCA, os dados foram comentados por Tomás Manzano, presidente da Copersucar, em participação no podcast “Conexão MBCBrasil – A Mobilidade em Pauta”, do Instituto MBCBrasil.
Manzano destacou que poucos países conseguiram estruturar uma cadeia de biocombustíveis com escala, eficiência logística e maturidade tecnol&o
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O Brasil pode ampliar significativamente a produção de etanol até 2040, impulsionado pelo aumento da mistura de etanol na gasolina, pela expansão da frota híbrida flex e por novas aplicações industriais e logísticas do biocombustível.
Obtidos a partir de estudo da consultoria LCA, os dados foram comentados por Tomás Manzano, presidente da Copersucar, em participação no podcast “Conexão MBCBrasil – A Mobilidade em Pauta”, do Instituto MBCBrasil.
Manzano destacou que poucos países conseguiram estruturar uma cadeia de biocombustíveis com escala, eficiência logística e maturidade tecnológica alcançadas pelo Brasil ao longo das últimas décadas.
"Conseguimos desenvolver uma solução economicamente viável, em escala e com baixo carbono”, ressaltou.
“Isso cria oportunidades para levar o etanol para outros mercados que podem adotar a mistura na gasolina, ampliando a segurança energética", afirmou.
Relevância – O tema ganha relevância em meio ao avanço das discussões globais sobre transição energética e redução de emissões em setores considerados de difícil descarbonização, como navegação e transporte pesado.
O executivo destacou que o etanol brasileiro já ultrapassa o papel tradicional de combustível automotivo, passando a ocupar posição estratégica em diferentes cadeias industriais.
Todavia, o uso do biocombustível na aviação sustentável e na navegação também deve abrir novas frentes de expansão para o produto.
De acordo com Manzano, somente a adoção parcial do etanol no setor marítimo pode representar um novo mercado equivalente a praticamente toda a produção brasileira atual.
“A navegação responde por cerca de 3% das emissões globais e precisa de alternativas viáveis”, explicou.
“O etanol hoje aparece como uma das soluções mais competitivas em custo-benefício e intensidade de carbono”, complementou.
Biometano – Outro destaque é o potencial do biometano produzido a partir de resíduos da cadeia sucroenergética.
O combustível é obtido por meio da biodigestão de resíduos orgânicos da cana-de-açúcar e pode substituir tanto o diesel utilizado em operações agrícolas quanto o gás natural fóssil consumido pela indústria.
Segundo o presidente da Copersucar, o setor sucroenergético brasileiro consome grandes volumes de diesel em colheita, transporte e operações industriais.
A substituição parcial desse consumo por biometano pode reduzir significativamente a intensidade de carbono do etanol brasileiro.
“O biometano descarboniza economizando. Você substitui um combustível fóssil por um combustível de fonte renovável, produzido dentro da própria usina”, afirmou.
O potencial no país também é considerado elevado. Segundo estimativas da Abiogás, a produção nacional de biometano pode chegar a cerca de 120 milhões de m³ por dia.
“Esse volume é equivalente ao consumo diário de diesel ou de gás natural fóssil no Brasil”, destacou Manzano, citando o case da BioRota, iniciativa da Copersucar que configura a maior operação de logística sustentável movida a biometano do país.
02 de junho 2026
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