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O aumento da escala de produção exigido pelo Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) evidencia uma fragilidade histórica da construção civil brasileira: a baixa produtividade.
Nas últimas duas décadas, o setor registrou ganhos anuais de apenas 0% a 1%, mantendo processos pouco industrializados, forte dependência de mão de obra, baixa integração entre projeto, suprimentos e execução e dificuldades para qualificar profissionais.
Enquanto a indústria manufatureira incorporou automação, digitalização e processos industriais, boa parte da construção continua baseada em métodos artesanais.
O resultado são desperdícios, retrabalho, atrasos e pressão sobre os custos. Segundo a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construçã

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O aumento da escala de produção exigido pelo Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) evidencia uma fragilidade histórica da construção civil brasileira: a baixa produtividade.
Nas últimas duas décadas, o setor registrou ganhos anuais de apenas 0% a 1%, mantendo processos pouco industrializados, forte dependência de mão de obra, baixa integração entre projeto, suprimentos e execução e dificuldades para qualificar profissionais.
Enquanto a indústria manufatureira incorporou automação, digitalização e processos industriais, boa parte da construção continua baseada em métodos artesanais.
O resultado são desperdícios, retrabalho, atrasos e pressão sobre os custos. Segundo a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil) acumulou alta de 7,26% nos 12 meses encerrados em junho de 2026, com aumento de 9,59% na mão de obra e de 5,54% nos materiais.
No mesmo período, os custos com mão de obra cresceram 9,59%. Para Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo da certificação de sustentabilidade AQUA-HQE, da Fundação Vanzolini, o problema é estrutural.
“Três fatores restringem o crescimento da produtividade: processos predominantemente artesanais, com poucas etapas produzidas off-site, fragmentação da cadeia produtiva e baixo grau de industrialização”, frisa.
Segundo ele, o avanço depende de maior integração entre os agentes da cadeia, ampliação da produção off-site, requalificação da mão de obra e investimentos em inovação e desenvolvimento tecnológico.
“Para o rendimento crescer de forma consistente é preciso sair do modelo fragmentado para um fundamentado em governança e gestão que integre todas as etapas”, observa.
Junto a questões críticas como equilíbrio entre financiamento, produtividade e viabilidade econômica, esse é um dos temas que permeiam o balanço do MCMV que a Revista Grandes Construções apresenta nesta edição especial, buscando contribuir para o debate em torno desse importante instrumento habitacional, responsável pela contratação de cerca de 4,86 milhões de moradias e pela entrega de aproximadamente 3,77 milhões de unidades entre 2009 e 2018, com investimentos de R$ 418,2 bilhões, como mostra a reportagem de capa.
Boa leitura.
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