
O cenário da segurança hídrica é crítico no Brasil, com disparidade gritante entre a abundância de recursos e a eficiência na distribuição.
Segundo relatório do Instituto Trata Brasil (ITB), de 2022, o país sofre com perdas imensas de água potável, equivalentes a milhares de piscinas olímpicas desperdiçadas diariamente por falhas nos sistemas.
Apenas o volume de perdas físicas (vazamentos) seria suficiente para abastecer mais de 66 milhões de brasileiros por um ano, evidenciando o custo da água tratada que não é faturada nem utilizada.
Além do cenário de degradação ambiental e estiagem severa, que ameaçam o abastecimento de grandes metrópoles e da região amazônica, o desperdício de água potável no país gera impactos econ


O cenário da segurança hídrica é crítico no Brasil, com disparidade gritante entre a abundância de recursos e a eficiência na distribuição.
Segundo relatório do Instituto Trata Brasil (ITB), de 2022, o país sofre com perdas imensas de água potável, equivalentes a milhares de piscinas olímpicas desperdiçadas diariamente por falhas nos sistemas.
Apenas o volume de perdas físicas (vazamentos) seria suficiente para abastecer mais de 66 milhões de brasileiros por um ano, evidenciando o custo da água tratada que não é faturada nem utilizada.
Além do cenário de degradação ambiental e estiagem severa, que ameaçam o abastecimento de grandes metrópoles e da região amazônica, o desperdício de água potável no país gera impactos econômicos e financeiros diretos e indiretos, que afetam desde o orçamento do saneamento básico até o Produto Interno Bruto (PIB).
No Brasil, 37% da água captada é perdida antes de chegar ao consumidor final, o que resulta em um prejuízo econômico de aproximadamente R$ 8 bilhões por ano.
Esse valor equivale ao total investido anualmente no setor de saneamento no país.
Os principais efeitos econômicos do desperdício e da consequente insegurança hídrica incluem prejuízos em setores produtivos, pois a escassez de água – agravada pelas perdas no sistema – compromete a produção industrial, a agricultura e a geração de energia, podendo causar uma redução de 6% até o ano de 2050, segundo estimativas do Banco Mundial.
Isso sem falar dos custos na saúde pública, uma vez que a falta de eficiência na distribuição de água tratada impacta os gastos governamentais e a saúde da população.
Em regiões como a Amazônia, a crise hídrica também prejudica o transporte fluvial, que é essencial para a rotina das comunidades e para a economia local.
Como medida para mitigar esses danos, órgãos reguladores em São Paulo determinaram a redução da pressão nas redes durante a madrugada para economizar cerca de 4 mil l/seg de água, focando especificamente na contenção de gastos gerados por vazamentos e rompimentos.
Nesta edição especial das Revista Grandes Construções, especialistas apontam como a má gestão da infraestrutura e as mudanças climáticas vêm exigindo uma nova cultura de consumo e investimentos urgentes em saneamento.
O objetivo central é alertar para a necessidade de políticas públicas integradas, que garantam o acesso à água e a preservação dos mananciais para o futuro. Boa leitura.
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