Energia
Diário do Nordeste (CE)
09/05/2012 10h35
"A presidenta Cristina Fernández de Kirchner foi clara: essa YPF que virá é competitiva, profissional e aberta a joint-ventures com firmas públicas ou privadas de capital argentino ou estrangeiro", afirmou Boudou a jornalistas brasileiros após discursar no Departamento de Estado na Conferência das Américas.
"Nesse sentido, temos alianças estratégicas com o Brasil que sem dúvida vamos poder avançar". Boudou não deu detalhes, mas afirmou que contatos com eventuais parceiros começariam "logo" e disse que o formato de eventuais parcerias (com a Petrobras ou outras) seria decidido caso a caso.
Segundo o jornal "Financial Times", a espanhola Repsol enviou cartas às concorrentes ameaçando-as com ações legais caso fechem negócio
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"A presidenta Cristina Fernández de Kirchner foi clara: essa YPF que virá é competitiva, profissional e aberta a joint-ventures com firmas públicas ou privadas de capital argentino ou estrangeiro", afirmou Boudou a jornalistas brasileiros após discursar no Departamento de Estado na Conferência das Américas.
"Nesse sentido, temos alianças estratégicas com o Brasil que sem dúvida vamos poder avançar". Boudou não deu detalhes, mas afirmou que contatos com eventuais parceiros começariam "logo" e disse que o formato de eventuais parcerias (com a Petrobras ou outras) seria decidido caso a caso.
Segundo o jornal "Financial Times", a espanhola Repsol enviou cartas às concorrentes ameaçando-as com ações legais caso fechem negócio com a petroleira argentina.
A YPF, que tinha 51% de suas ações nas mãos da Repsol, foi expropriada pelo governo argentino há duas semanas por iniciativa da presidente e com aval do Congresso.
No evento que reuniu executivos, empresários e políticos americanos e latino-americanos no Departamento de Estado, Boudou se esforçou para retratar seu país como confiável para investidores estrangeiros.
A plateia reagiu questionando o episódio da YPF, as alegações de protecionismo que levaram a União Europeia e outros 18 governos a enviarem uma carta à Organização Mundial do Comércio pedindo atenção com Buenos Aires e o calote do país no Clube de Paris de credores internacionais em 2001.
Amado Boudou afirmou que a Chancelaria estuda uma resposta à carta entregue à OMC, e repetiu que o país havia aumentado suas importações mais do que 30% em 2011. Sobre o Clube de Paris, o vice-presidente desconversou: "não chegamos a uma solução, mas estamos na mesa de negociação".
Nos Estados Unidos desde a noite de segunda-fira, o vice de Cristina Kirchner confirmou que manterá reuniões com executivos, mas evitou detalhes.
Ontem, o engenheiro Miguel Matias Galuccio foi oficializado gerente-geral da YPF no período de transição, segundo informações do governo argentino.
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