Energia
Webtranspo
07/05/2012 13h54
A Comissão Europeia (CE) anunciou, nesta segunda-feira, 7, que vai tomar medidas contra a decisão do governo da Argentina de expropriar a empresa petrolífera YPF, filial espanhola da Repsol (clique aqui e leia a matéria sobre o assunto).
"Vamos avançar rapidamente em nossa resposta à ação da Argentina no caso em particular da Repsol", disse Karel de Gucht, comissário de Comércio da União Europeia, durante uma conferência sobre as relações entre Europa e Brasil, em Brasília.
Para a entidade, o Brasil pode perder muito com a "crescente tendência ao protecionismo na América Latina”, pois 20% das exportações do País são realizadas dentro da região. A comissão também lembrou que, duas semanas depois de a Argentina expropriar a
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A Comissão Europeia (CE) anunciou, nesta segunda-feira, 7, que vai tomar medidas contra a decisão do governo da Argentina de expropriar a empresa petrolífera YPF, filial espanhola da Repsol (clique aqui e leia a matéria sobre o assunto).
"Vamos avançar rapidamente em nossa resposta à ação da Argentina no caso em particular da Repsol", disse Karel de Gucht, comissário de Comércio da União Europeia, durante uma conferência sobre as relações entre Europa e Brasil, em Brasília.
Para a entidade, o Brasil pode perder muito com a "crescente tendência ao protecionismo na América Latina”, pois 20% das exportações do País são realizadas dentro da região. A comissão também lembrou que, duas semanas depois de a Argentina expropriar a YPF, a Bolívia decidiu nacionalizar uma empresa de eletricidade.
“O Brasil não pode ficar parado se quiser avançar para o próximo nível de desenvolvimento, pois pode perder muito devido à tendência para o protecionismo na região, já que 20% das suas exportações são direcionadas para outros países latino-americanos. Uma visão integrada da América Latina permitirá ao Brasil expandir seu comércio, mas também criará, em todo continente, economias em escala, tornando mais fácil para a concorrência nos mercados globais", comenta Gucht.
O comissário falou também sobre a decisão da Bolívia de nacionalizar a Empresa Transportadora de Eletricidade (ETE). "Esse tipo de movimento é, naturalmente, um problema para a Argentina e Bolívia, que será mais difícil de garantir o investimento internacional que eles precisam. Mas eles também são um problema para a União Europeia, pois nossas empresas estão sendo diretamente afetadas”, afirma Gucht.
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