Energia
Valor
15/08/2012 11h33 | Atualizada em 15/08/2012 17h18
Para o próximo ano, a companhia prevê investir US$ 1,2 bilhão, detalhou há pouco, durante teleconferência sobre o balanço mais recente da empresa, voltada para o setor de petróleo no grupo EBX, do empresário Eike Batista.
O executivo explicou que a companhia planeja reduzir os investimentos para os próximos anos, por meio da devolução gradual das sondas de perfuração com contratos vencendo entre o fim de 2012 e início de 2013. “Não vemos a empresa acessando mercado de dívida”, disse Monteiro, fazendo referência, indiretamente, à opção de elevar patamar de endividamento. No entanto, ele destacou que, se for necessário, a empresa tem essa possibilidade.
Monteiro
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Para o próximo ano, a companhia prevê investir US$ 1,2 bilhão, detalhou há pouco, durante teleconferência sobre o balanço mais recente da empresa, voltada para o setor de petróleo no grupo EBX, do empresário Eike Batista.
O executivo explicou que a companhia planeja reduzir os investimentos para os próximos anos, por meio da devolução gradual das sondas de perfuração com contratos vencendo entre o fim de 2012 e início de 2013. “Não vemos a empresa acessando mercado de dívida”, disse Monteiro, fazendo referência, indiretamente, à opção de elevar patamar de endividamento. No entanto, ele destacou que, se for necessário, a empresa tem essa possibilidade.
Monteiro ressaltou ainda que, com o passar do tempo, as vendas de novas cargas de óleo trarão mais folga para o caixa da companhia.
Ele negou, também, que a companhia esteja estudando a venda ou compra de ativos no momento. Mas explicou que a avaliação de possibilidades é um movimento natural do setor.
Terceiro poço em Tubarão Azul
O executivo afirmou que um terceiro poço produtor está sendo perfurado no campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos (RJ).
Atualmente, dois poços da empresa de petróleo do grupo EBX já foram perfurados no local: OGX-26 e OGX-68. O OGG-26 teve produção interrompida em julho, para substituição de bomba centrífuga submersa do poço por bomba com características diferentes, para ajustar capacidade de bombeio. “Desde a segunda semana de agosto estamos operando em dois poços”, acrescentou Monteiro.
Segundo o executivo, os dois estão produzindo juntos, em média, de 10,5 mil a 11 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d).
No campo de Tubarão Martelo, também na Bacia de Campos, a companhia iniciou a perfuração de dois poços em agosto. “Já temos licenças necessárias para começar a produzir nesses poços”, disse Monteiro.
Novas licenças
O executivo afirmou que a petroleira espera obter em setembro a licença ambiental para perfurar nos blocos BM-C-37 e BM-C-38, na Bacia de Campos (RJ). Segundo o executivo, os blocos fazem parte do processo de “farm-in” (compra) pela OGX de uma fatia da dinamarquesa Maersk no negócio. A petroleira de Eike Batista aumentou sua participação nas áreas, de 50% para 70%, assumindo o papel de operadora dos blocos.
“A licença ambiental deve ser obtida no próximo mês. Todos os documentos já foram enviados para o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis]. Como esses blocos eram operados pela Maersk e a OGX assumiu a operação, é preciso transferir essa licença da Maersk”, explicou o diretor, durante teleconferência.
A expectativa da petroleira é perfurar seis poços nos dois blocos. Entre eles, estão os prospectos de Cancun, Cozumel, Pitanga e Viedma.
Monteiro explicou também que a OGX pretende iniciar entre o quatro trimestre deste ano e o início de 2013 a perfuração nos blocos BM-ES-39 e BM-ES-40, na bacia do Espírito Santo. A companhia ainda não realizou perfuração nessa bacia no segundo trimestre deste ano.
Comercialidade de novas áreas
Roberto Monteiro afirmou ainda que a companhia pode declarar comercialidade em novas áreas exploratórias até março do próximo ano. Segundo ele, após perfurar os poços nas áreas adquiridas da dinamarquesa Maersk, a empresa vai reavaliar o seu portfólio na Bacia de Campos (RJ).
“Vai depender da maneira como enxergamos a maturidade desses ativos. Temos até o primeiro trimestre de 2013 para declarar comercialidade. Temos a segunda fase da exploração. Até aquele momento devemos ou declarar comercialidade ou apresentar um plano de delimitação para a agência [Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - ANP]. É isso que vamos fazer com todas as áreas que temos e que consideramos promissoras”, explicou o diretor, durante teleconferência, há pouco, para detalhar o desempenho mais recente da companhia.
Com relação à exploração na área de Ingá, na Bacia de Campos (RJ), onde não foram identificados hidrocarbonetos, o diretor afirmou que não existe nenhum problema operacional na região. “Estamos reavaliando a área de Ingá. Esperamos ter sucesso no poço”, disse.
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