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Valor de propostas para construir VLT supera previsão do governo em MT

Quatro consórcios apresentaram valores acima de R$ 1,2 bilhão. Meta do governo é anunciar vencedor nos próximos 10 dias.

G1

16/05/2012 10h16 | Atualizada em 16/05/2012 13h55


Quatro consórcios interessados em construir o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) nas ruas e avenidas de Cuiabá e Várzea Grande, Mato Grosso, na região metropolitana, para a Copa do Mundo de 2014, apresentaram nesta terça-feira (15) um preço final para erguer o empreendimento em 24 meses.

O menor valor apresentado foi o do consórcio VLT Cuiabá. Composto pelas empresas CR Almeida, Santa Bárbara e Astep, o consórcio propôs construir o VLT por um valor de R$ 1,477 bilhão, cerca de R$ 200 milhões acima do fixado pelo governo de Mato Grosso, estabelecido em até R$ 1,2 bilhão.

O valor mais alto foi oferecido pelo consórcio Expresso Verde, que congrega empresas do estad

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Quatro consórcios interessados em construir o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) nas ruas e avenidas de Cuiabá e Várzea Grande, Mato Grosso, na região metropolitana, para a Copa do Mundo de 2014, apresentaram nesta terça-feira (15) um preço final para erguer o empreendimento em 24 meses.

O menor valor apresentado foi o do consórcio VLT Cuiabá. Composto pelas empresas CR Almeida, Santa Bárbara e Astep, o consórcio propôs construir o VLT por um valor de R$ 1,477 bilhão, cerca de R$ 200 milhões acima do fixado pelo governo de Mato Grosso, estabelecido em até R$ 1,2 bilhão.

O valor mais alto foi oferecido pelo consórcio Expresso Verde, que congrega empresas do estado e até uma da China. O consórcio propôs R$ 1,850 bilhão para construir o VLT.

Para o representante do consórcio VLT Cuiabá, Ricardo Sanches, agora é só esperar o anúncio do ganhador. “Fizemos uma avaliação técnica e chegamos a esse preço”, afirmou.

Outras duas propostas foram apresentadas pelos consórcios Mendes Júnior/Altom e Tranvia Cuiabá. Os valores divulgados pelos dois consórcios para a obra são R$ 1,547 bilhão e R$ 1,596 bilhão, respectivamente.

As propostas oferecidas pelos consórcios surpreenderam a cúpula do governo do estado. Segundo o secretário extraordinário da Copa em Mato Grosso, Maurício Guimarães, assim que for anunciado o consórcio executor das obras, o valor do VLT será reajustado.

“Estamos com recurso garantido nesse valor (R$ 1,2 bilhão). Feita a finalização do processo nós vamos discutir de que forma vamos fazer essa complementação. O governador anunciará isto quando finalizar o processo licitatório e o valor final quando a licitação for divulgada”, ressaltou o secretário.

O secretário-chefe da Casa Civil, José Lacerda, complementou que o reajuste não vai prejudicar a capacidade de endividamento do estado.

“As propostas serão estudadas e quando sair a empresa vencedora, o estado vai fazer a complementação orçamentária. O estado está com a sua capacidade de endividamento no nível ideal”, reforçou Lacerda.

Mais ágil

A licitação do VLT é realizada via Regime Diferenciado de Contratação (CRD). Modalidade licitatória considerada mais simples e ágil, as propostas dos consórcios serão analisadas em dois aspectos: preço e projeto técnico.

De acordo com Guimarães, vai levar vantagem quem tiver o melhor detalhamento técnico da construção do VLT em projeto.

As empresas também serão avaliadas pelo desempenho em outras obras já executadas, solução apresentada para o modal e prazo de execução. Quem tiver a melhor pontuação final vai vencer o processo licitatório.

De acordo com o representante do consórcio Expresso Verde, Pedro Augusto Moreira, o maior preço ofertado é uma consequência das intervenções viárias que serão necessárias durante a execução do projeto.

“Quem ofertou os preços menores deve ter alguma condição melhor para poder compor o preço e poder cumprir o cronograma. O preço mais alto é consequência da nossa planilha de custo. A exigência do edital é cumprir prazos. Essa obra vai mexer com toda infra-estrutura das duas cidades”, disse Moreira.

Ainda de acordo com Guimarães, um grupo composto por 10 servidores técnicos da Secopa será responsável por analisar as propostas.

O anúncio da proposta vencedora deve sair em 10 dias. Após o anúncio será dado mais cinco dias para constestação do resultado. A meta do governo é que as obras tenham início ainda neste semestre.

VLT

O VLT é considerado a maior obra pública de Mato Grosso na atualidade. Ao longo dos 22,2 Km do trajeto do VLT, serão necessárias intervenções viárias como a construção de cinco viadutos, três trincheiras e três pontes.

Com dois eixos, CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro, o modal será implantado no canteiro central das avenidas Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), FEB, 15 de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa.

Serão três terminais de integração e 33 estações, que terão uma distância média de 500 a 600 metros entre um ponto e outro.

Os terminais terão estacionamento para veículos e bicicletário, ampliando o potencial de mobilidade urbana na capital e em Várzea Grande.

O anteprojeto prevê também que todos os critérios de acessibilidade serão contemplados na elaboração dos projetos básico, executivo e, consequentemente, na execução das obras.

O sistema de bilhetagem deverá ser compatível e integrada aos sistemas de arrecadação utilizados nos transportes públicos de Cuiabá e Várzea Grande, hoje em operação em seus ônibus (bilhetes, cartões, máquinas de venda e validadores).

A capacidade máxima de passageiros será de 400 pessoas por vagão e a velocidade de operação prevista é 60 km.

 

 

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