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UE endurece sanções ao Irã e cogita embargo ao petróleo

Reunidos em Bruxelas, os ministros de Relações Exteriores dos 27 países do bloco decidiram por novas sanções nos setores financeiro, energético e de transportes

Reuters

02/12/2011 09h29 | Atualizada em 02/12/2011 12h08


A União Europeia endureceu nesta quinta-feira suas sanções contra o Irã e apresentou planos para um possível embargo petrolífero, em resposta às crescentes preocupações com o programa nuclear iraniano.

Reunidos em Bruxelas, os ministros de Relações Exteriores dos 27 países do bloco decidiram que novas sanções nos setores financeiro, energético e de transportes devem ser discutidas entre seus técnicos até o seu próximo encontro, no final de janeiro.

As medidas podem levar a uma redução gradual nas importações europeias de petróleo iraniano, embora alguns governos da UE desejem, antes de aderir às sanções, garantias de que o impacto delas sobre as suas próprias e

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A União Europeia endureceu nesta quinta-feira suas sanções contra o Irã e apresentou planos para um possível embargo petrolífero, em resposta às crescentes preocupações com o programa nuclear iraniano.

Reunidos em Bruxelas, os ministros de Relações Exteriores dos 27 países do bloco decidiram que novas sanções nos setores financeiro, energético e de transportes devem ser discutidas entre seus técnicos até o seu próximo encontro, no final de janeiro.

As medidas podem levar a uma redução gradual nas importações europeias de petróleo iraniano, embora alguns governos da UE desejem, antes de aderir às sanções, garantias de que o impacto delas sobre as suas próprias economias será limitado.

"Estamos trabalhando nisso", disse o chanceler francês, Alain Juppé, a jornalistas quando questionado sobre a possibilidade de um embargo petrolífero. "Temos de trabalhar com diferentes parceiros para que a interrupção do fornecimento (de petróleo) do Irã possa ser compensado por uma elevação na produção em outros países." Especialistas dizem que a cotação global do petróleo pode aumentar se a UE proibir a importação do produto iraniano, e isso poderia agravar a crise que a Europa atravessa.

A endividada Grécia, por exemplo, tem se aproveitado da oferta de petróleo iraniano sob condições financeiras vantajosas, num momento em que o país enfrenta dificuldades no mercado global de crédito.

"A Grécia manifestou algumas preocupações, precisamos levá-las em conta", disse Juppé.

 

 

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