Infraestrutura
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29/05/2012 14h59
A Arena Amazônia coleciona mais uma irregularidade junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). Desta vez, de acordo com relatório divulgado pelo órgão de auditoria na última semana, o estádio da Copa em Manaus apresenta um atraso de dez meses relativo ao cronograma de obras.
O documento aponta "evidentes atrasos, tanto de ordem física quanto financeira" e "divergências entre os projetos apresentados e o efetivamento executado". Há pouco mais de um mês, o tribunal já havia recomendado a obstrução do empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), enquanto um indicativo de sobrepreço na obra não fosse devidamente explicado.
O TCU analisou o projeto básico da arena o órgão ainda não recebeu o proj
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A Arena Amazônia coleciona mais uma irregularidade junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). Desta vez, de acordo com relatório divulgado pelo órgão de auditoria na última semana, o estádio da Copa em Manaus apresenta um atraso de dez meses relativo ao cronograma de obras.
O documento aponta "evidentes atrasos, tanto de ordem física quanto financeira" e "divergências entre os projetos apresentados e o efetivamento executado". Há pouco mais de um mês, o tribunal já havia recomendado a obstrução do empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), enquanto um indicativo de sobrepreço na obra não fosse devidamente explicado.
O TCU analisou o projeto básico da arena o órgão ainda não recebeu o projeto executivo, segundo informações da "Folha de S.Paulo"-- e concluiu que, a esta altura, o estádio manauara deveria estar com 70,85% das obras finalizadas.
No entanto, segundo informações da própria construtora Andrade Gutierrez, o índice atual é de 46% de execução. E se considerado o percentual utilizado pela Secretaria de Infraestrutura da Amazônia (26%), a situação é ainda pior. Este último índice foi, inclusive, aquele utilizado pela Fifa em seu relatório das obras dos estádios, divulgado há duas semanas.
Segundo a Unidade Gestora da Copa (UGP) em Manaus, o problema não é de ordem física, como mostra o relatório, mas sim apenas de ordem financeira. "Existe uma discrepância entre o volume de obra executado e o que foi pago", afirmou à reportagem da "Folha" o coordenador da UGP, Miguel Capobiango, fazendo referência ao embargo do BNDES em abril.
Orçada em R$ 532,2 milhões, a Arena Amazônia deverá estar pronta em junho de 2013. O estádio amazonense foi avaliado pela Fifa com "risco médio" para cumprir o prazo.
16 de abril 2020
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