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Siderúrgica indiana tem interesse no carvão mineral da região sul

Uma visita coordenada pelo Sindicato da Indústria da Extração do Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc) possibilitou o contato de dois executivos da empresa siderúrgica indiana ArcelorMittal com as empresas mineradoras da região de Criciúma.

Engeplus

09/02/2012 13h26 | Atualizada em 10/02/2012 12h35


A intenção é avaliar a possibilidade de o setor voltar a produzir carvão metalúrgico para a indústria siderúrgica, já que a ArcelorMittal é uma das maiores siderúrgicas do mundo. A partir de agora, as empresas sul catarinenses devem viabilizar estudos e projetos para abertura de minas de carvão metalúrgico para a indústria siderúrgica.

Para o presidente do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc),Ruy Hülse, esta é uma possibilidade que pode levar, no mínimo, de quatro a cinco anos. “Nós estamos interessados e dando apoio para que as empresas pesquisem e implantem projetos com vistas a produção do carvão metalúrgico”. O presidente do Siecesc adiantou, ainda, que o projeto mais próximo de l

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A intenção é avaliar a possibilidade de o setor voltar a produzir carvão metalúrgico para a indústria siderúrgica, já que a ArcelorMittal é uma das maiores siderúrgicas do mundo. A partir de agora, as empresas sul catarinenses devem viabilizar estudos e projetos para abertura de minas de carvão metalúrgico para a indústria siderúrgica.

Para o presidente do Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina (Siecesc),Ruy Hülse, esta é uma possibilidade que pode levar, no mínimo, de quatro a cinco anos. “Nós estamos interessados e dando apoio para que as empresas pesquisem e implantem projetos com vistas a produção do carvão metalúrgico”. O presidente do Siecesc adiantou, ainda, que o projeto mais próximo de levar à produção do carvão metalúrgico é o da Mina Maracajá, que está em andamento. Os subprodutos gerados, como carvão vapor, teriam seu destino na geração de energia elétrica, entre outros usos.

Conforme Ruy Hülse, presidente do Siecesc, no passado, antes da desregulamentação do setor na década de 90, as minas da região forneciam o carvão metalúrgico para as siderúrgicas. Atualmente, todo o carvão metalúrgico é importado. O Brasil importa cerca de 16 milhões de toneladas ano do produto, ao valor de US$ 250 mil a tonelada, e os principais países fornecedores são os Estados Unidos, Polônia e Austrália.

A indústria carbonífera catarinense conta hoje com dez empresas mineradoras associadas ao Siecesc. Produz cerca de 2,4 milhões toneladas ano de carvão, destinados à geração de energia na Usina Termelétrica Jorge Lacerda, em Capivari de Baixo e gera quatro mil empregos diretos e mais de 30 mil indiretos. Todas as empresas do setor estão certificadas pela norma ambiental 14.000 e investem na recuperação de antigos passivos ambientais.

 

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