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Sem mão de obra, construção civil atrai mulheres no interior de SP

Com falta de mão de obra masculina diante de um cenário de avanço da construção civil, as mulheres estão entrando cada vez mais nesse mercado para suprir a demanda da indústria.

Jornal Floripa

08/05/2012 11h06


Em cinco das cidades mais populosas da região nordeste paulista, Ribeirão Preto, São Carlos, Araraquara, Sertãozinho e Barretos, a presença feminina na construção civil já responde por 8% do quadro de trabalhadores, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Em São Carlos, um curso aberto apenas para as mulheres recebeu mais de 500 inscrições, para 150 vagas. Com a procura recorde, o número de postos quase dobrou.

Nas próximas semanas, ao menos 250 estarão aptas a realizar funções de pedreiro, pintor, azuleijista, instalador de hidráulica e marceneiro.

O secretário de Trabalho, Emprego e Renda de São Carlos, Emerson Domingues, vê a profissionalização de mulheres para o setor como meio de inclusão social. Elas rec

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Em cinco das cidades mais populosas da região nordeste paulista, Ribeirão Preto, São Carlos, Araraquara, Sertãozinho e Barretos, a presença feminina na construção civil já responde por 8% do quadro de trabalhadores, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Em São Carlos, um curso aberto apenas para as mulheres recebeu mais de 500 inscrições, para 150 vagas. Com a procura recorde, o número de postos quase dobrou.

Nas próximas semanas, ao menos 250 estarão aptas a realizar funções de pedreiro, pintor, azuleijista, instalador de hidráulica e marceneiro.

O secretário de Trabalho, Emprego e Renda de São Carlos, Emerson Domingues, vê a profissionalização de mulheres para o setor como meio de inclusão social. Elas recebem vale-transporte e babás, para filhos de até 13 anos.

Araraquara formou 270 mulheres em 2011 --quase 10% dos formandos em cursos em parceria entre prefeitura e o Senai.

A dona de casa Lizeti Cristiane dos Santos da Silva, 31, disse sonhar com um emprego no setor. "Também quero ajudar quem não tem condições de construir suas casas."

O Sinduscon (sindicato da indústria) diz que a mão de obra feminina é bem aceita em áreas como assentamento de azulejos, revestimentos cerâmicos e eletricidade.

 

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