Assessoria de Imprensa
06/08/2026 00h01
A economia espacial brasileira tem vivido um momento único na história. Impulsionada pela crescente demanda de lançamentos de nano e microssatélites dentro do chamado New Space, o país tem investido em diversas frentes para alcançar sua tão sonhada autonomia de acesso ao espaço.
Isso porque o desenvolvimento de uma infraestrutura capaz de colocar satélites em órbita cria novas oportunidades de negócios e de desenvolvimento tecnológico, que podem ter aplicações em setores como telecomunicações, segurança, agronegócios, meio ambiente, energia, saúde, educação, entre vários outr
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A economia espacial brasileira tem vivido um momento único na história. Impulsionada pela crescente demanda de lançamentos de nano e microssatélites dentro do chamado New Space, o país tem investido em diversas frentes para alcançar sua tão sonhada autonomia de acesso ao espaço.
Isso porque o desenvolvimento de uma infraestrutura capaz de colocar satélites em órbita cria novas oportunidades de negócios e de desenvolvimento tecnológico, que podem ter aplicações em setores como telecomunicações, segurança, agronegócios, meio ambiente, energia, saúde, educação, entre vários outros.
Essa nova corrida espacial e o que ela pode trazer de bom para o Brasil é um dos principais temas abordados no Rio Innovation Week 2026.
O evento, que acontece de 4 a 7 de agosto no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, traz como destaque o Microlançador Brasileiro (MLBR) - foguete desenvolvido por um grupo de empresas nacionais com apoio do governo federal.
O MLBR faz parte de uma classe de foguetes que oferece maior flexibilidade para lançamentos dedicados a pequenos satélites, democratizando assim o acesso ao espaço. À medida que o Brasil domina o acesso ao espaço, é possível ter maior controle sobre a janela de lançamento, a órbita e o planejamento da missão.
“O objetivo da iniciativa é oferecer uma alternativa para missões desenvolvidas para as órbitas equatoriais, onde o Centro de Lançamento de Alcântara possui imenso diferencial competitivo, enquanto contribuímos para que o Brasil seja soberano no acesso ao espaço”, explica Rafael Mordente, CEO da Concert Space, uma das empresas responsáveis pelo desenvolvimento do MLBR.
Transbordamento tecnológico - Além das aplicações diretamente relacionadas aos satélites, programas espaciais geram conhecimentos que ultrapassam o próprio setor.
O desenvolvimento de veículos lançadores mobiliza competências em engenharia, eletrônica, materiais avançados, sistemas embarcados, software, navegação e telecomunicações, capazes de originar novos produtos, fortalecer fornecedores nacionais e formar profissionais altamente qualificados.
Para um país com dimensões continentais como o Brasil, desenvolver uma capacidade nacional de lançamento também significa ampliar as possibilidades de testar tecnologias, realizar missões compatíveis com interesses estratégicos e apoiar um ecossistema formado por empresas, universidades e centros de pesquisa.
"O lançamento é apenas o começo de uma cadeia que pode gerar novos serviços, tecnologias e aplicações com impacto no cotidiano das pessoas", afirma Mordente.
06 de agosto 2026
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