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Repsol quer continuar parceira com a Sinopec no Brasil

O presidente da Repsol Sinopec Brasil, José Maria Moreno, disse que a empresa, constituída no Brasil com capital espanhol e chinês, deve ser o veículo utilizado para as aquisições de novas áreas por meio de leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Valor

20/06/2012 09h27


Moreno fez o comentário depois ter sido questionado a respeito das afirmações do presidente do grupo Sinopec,  Fu Chengyu, de que quer investir mais, de preferência tendo a Petrobras como operadora.

"Se houver uma nova rodada de áreas exploratórias, não faz sentido a Sinopec competir conosco", disse Moreno. A exceção, completou o executivo, seria uma decisão da Repsol de não participar depois que  uma proposta como essa fosse levada ao conselho da empresa, presidido por ele.

A Repsol Sinopec vai investir quase US$ 1 bilhão no país em 2012, grande parte dos recursos será destinada à perfuração de poços com custo unitário de até US$ 250 milhões.

Até 2016, o investimento da empresa nos campos de Sapinhoá (antigo Guar

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Moreno fez o comentário depois ter sido questionado a respeito das afirmações do presidente do grupo Sinopec,  Fu Chengyu, de que quer investir mais, de preferência tendo a Petrobras como operadora.

"Se houver uma nova rodada de áreas exploratórias, não faz sentido a Sinopec competir conosco", disse Moreno. A exceção, completou o executivo, seria uma decisão da Repsol de não participar depois que  uma proposta como essa fosse levada ao conselho da empresa, presidido por ele.

A Repsol Sinopec vai investir quase US$ 1 bilhão no país em 2012, grande parte dos recursos será destinada à perfuração de poços com custo unitário de até US$ 250 milhões.

Até 2016, o investimento da empresa nos campos de Sapinhoá (antigo Guará) e Carioca, ambos descobertos no bloco BM-S-9 do pré-sal de Santos, serão de US$ 2,5 bilhões e US$ 1,675 bilhão. Os valores não incluem os gastos com o desenvolvimento da produção do Pão de Açúcar, campo gigante descoberto no ano passado no pré-sal da bacia de Campos.

Além dos US$ 12 bilhões investidos com a Repsol e a Galp na exploração de petróleo no Brasil, a Sinopec  quer estreitar o relacionamento com empresas e o governo brasileiro.

No lançamento de seu relatório de responsabilidade social corporativa durante a conferência Rio+20, o presidente da Sinopec disse que a empresa "estava no lugar certo e na hora certa e soube aproveitar o vento favorável" na relação entre o Brasil e a China.

Para uma plateia formada por funcionários da empresa e executivos como  Moreno, da Repsol Sinopec Brasil, Paulo Mendonça, presidente da brasileira OGX, e Sha Zukang, secretário geral da Rio+20, Fu Chengyu lembrou que o comércio entre os dois países superou a barreira de US$ 80 bilhões e que a China é o maior destino das exportações brasileiras.

O Gasoduto do Nordeste (Gasene), da Petrobras, foi mencionado como o primeiro projeto de grande porte dessa parceria. A Sinopec foi contratada para construir o gasoduto, financiado pelo China Eximbank.

 

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