Infraestrutura
Portal da Copa
20/06/2012 10h50
As 12 arenas da Copa do Mundo da FIFA 2014 terão certificação ambiental e esse modelo, voluntariamente adotado pelo Brasil, será adotado pela entidade internacional do futebol como critério para a construção dos estádios dos Mundiais de 2018 e 2022, na Rússia e no Catar.
As informações foram reforçadas na tarde desta terça-feira (19.06), durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. No evento, FIFA e Comitê Organizador Local (COL) detalharam sua estratégia para a realização do megaevento esportivo de forma sustentável. O secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, foi um dos convidados.
Fernandes explicou que uma das exigências do Banco Nacional de Desenvolvimento
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As 12 arenas da Copa do Mundo da FIFA 2014 terão certificação ambiental e esse modelo, voluntariamente adotado pelo Brasil, será adotado pela entidade internacional do futebol como critério para a construção dos estádios dos Mundiais de 2018 e 2022, na Rússia e no Catar.
As informações foram reforçadas na tarde desta terça-feira (19.06), durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. No evento, FIFA e Comitê Organizador Local (COL) detalharam sua estratégia para a realização do megaevento esportivo de forma sustentável. O secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, foi um dos convidados.
Fernandes explicou que uma das exigências do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para conceder o financiamento de até R$ 400 milhões por arena foi que elas buscassem certificação ambiental. Aproveitamento da água para abastecer reservatórios e irrigar gramados, reutilização do entulho de demolição em outros empreendimentos, maior eficiência energética. São muitas as ações adotadas nas 12 cidades-sede.
"Foi uma inovação muito importante. A dimensão da sustentabilidade foi incorporada explicitamente como condição para concessão dos empréstimos pelo BNDES. Isso nem era uma exigência para o processo de organização da Copa no Brasil. Foi uma iniciativa tomada pelo governo brasileiro e pela direção do BNDES, o que nos permitiu incorporar dimensões muito mais amplas de sustentabilidade no projeto e na execução das obras dos estádios", afirmou Luis Fernandes.
"A Copa do Mundo da FIFA 2014 será lembrada não só como um fantástico torneio de futebol, mas pelo seu legado ambiental e social duradouro. Isso exige a participação de todas as partes envolvidas, desde o torcedor até as construtoras. Como país-sede e líder global no desenvolvimento sustentável, o Brasil e seu governo estão sendo importantes para a FIFA e para o COL na modelagem dessa estratégia de sustentabilidade", disse o diretor de responsabilidade social corporativa da FIFA, Federico Addiechi.
Na Rússia e no Catar, sedes da Copa do Mundo da FIFA em 2018 e 2022, os compromissos sociais e ambientais já foram elementos compulsórios do processo de candidatura. Ainda como resultado das iniciativas voluntárias nos estádios do Mundial brasileiro, a certificação ambiental será obrigatória na construção de todas as arenas das próximos duas Copas do Mundo.
O ex-jogador Bebeto, integrante do Conselho de Administração do COL, afirmou que a certificação das arenas foi um "gol de voleio". "As Copas da Rússia e do Catar seguirão o exemplo", disse.
Segundo Luis Fernandes, todas as arenas terão certificação até a Copa. "Temos plena garantia, confiança e convicção de que todos os estádios receberão certificação internacional. E mais, eu não vou numerar, mas vários têm um desempenho bastante superior ao que é exigido para conseguir a certificação".
16 de abril 2020
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