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Petrobras projeta exportar 1,7 milhão de barris por dia em 2020

Descobertas de reservas no pré-sal devem fazer a produção da empresa decolar

AFP

27/09/2011 10h56 | Atualizada em 27/09/2011 14h58


As recentes descobertas de petróleo da Petrobras - através de explorações oriundas da região conhecida como pré-sal, das Bacias de Santos e Campos (sudeste) - permitiram à empresa fazer em 2011 uma projeção impensável alguns anos atrás: a de exportar 1,7 milhão de barris por dia (bpd) em 2020.

Atualmente, a produção nos campos do pré-sal atinge 129 mil bpd, a partir da produção em sete poços, sendo que, até 2017, a Petrobras estima a implantação de 17 sistemas de produção ao todo. Para 2020, a estatal projeta a implantação de novos poços, mas ainda não pode divulgar o número exato.

"A grande dúvida é se a exportação será de petróleo cru ou refinado (na forma de

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As recentes descobertas de petróleo da Petrobras - através de explorações oriundas da região conhecida como pré-sal, das Bacias de Santos e Campos (sudeste) - permitiram à empresa fazer em 2011 uma projeção impensável alguns anos atrás: a de exportar 1,7 milhão de barris por dia (bpd) em 2020.

Atualmente, a produção nos campos do pré-sal atinge 129 mil bpd, a partir da produção em sete poços, sendo que, até 2017, a Petrobras estima a implantação de 17 sistemas de produção ao todo. Para 2020, a estatal projeta a implantação de novos poços, mas ainda não pode divulgar o número exato.

"A grande dúvida é se a exportação será de petróleo cru ou refinado (na forma de diesel, gasolina, etc.), o que dependerá da demanda externa e dos valores internacionais para esses produtos", afirmou o gerente de planejamento de Exploração e Produção da (E&P) da Petrobras, Mauro Yuji Hayashi, na abertura da 2ª edição do evento Pré-sal Brasil 2011. "É apenas uma questão de cálculo", completa.

Hayashi explica que a transformação do Brasil de importador para exportador de petróleo será possível graças ao amplo acesso a novas reservas, que possibilitarão à Petrobras mais do que dobrar sua produção interna da commodity na próxima década, passando de 2,1 milhões de bpd em 2011 para 4,910 milhões de bpd em 2020, o que proporcionará o excedente de 1,7 milhão de bpd para exportação.

Para efeito de comparação, toda a produção da Líbia, um dos maiores fornecedores de petróleo para a Europa, era de 1,6 milhão de bpd antes das revoltas populares que assolaram o país em 2011.

De acordo com especialistas de mercado, as demais empresas do setor de petróleo (como OGX, Transpetro e Repsol) têm condições de ampliar ainda mais esse montante, para um total de no mínimo 2,3 milhões de bpd em excedente a ser exportado também até 2020.

Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), em 1980 o Brasil importava quase a metade do petróleo que consumia, sendo que desde 2009 o país tornou-se auto-suficiente.

A Agência estima a movimentação de R$ 680 bilhões até 2020 em demanda de bens e serviços ligados ao segmento. "Deve haver muito investimento estrangeiro no setor nos próximos anos", afirma o chefe da Coordenadoria de Conteúdo Local da ANP, Marcelo Mafra.

 

 

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