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Os diamantes não são eternos: Rio Tinto coloca negócio à venda

A Rio Tinto, que opera três minas na Austrália, Canadá e África, disse que estava revendo seu negócio de diamantes e que consideraria vendê-lo

Reuters

28/03/2012 08h39 | Atualizada em 28/03/2012 14h09


A Rio Tinto, a terceira maior mineradora do mundo, pediu propostas nesta terça-feira para seus negócios de diamantes, sobre sua avaliação de 1,2 bilhão de dólares, e juntou-se à rival BHP Billinton em se retirar de um segmento que tem perdido seu brilho.

A Rio Tinto, que opera três minas na Austrália, Canadá e África, disse que estava revendo seu negócio de diamantes e que consideraria vendê-lo, já que foca na expansão de commodities mais lucrativas, como minério de ferro, cobre e urânio.

Seu negócio de diamantes, que tem 100 por cento de participação na mina Argyle, na Austrália, famosa pelos seus diamantes rosados, assim como 60 por cento da mina Diavik, no

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A Rio Tinto, a terceira maior mineradora do mundo, pediu propostas nesta terça-feira para seus negócios de diamantes, sobre sua avaliação de 1,2 bilhão de dólares, e juntou-se à rival BHP Billinton em se retirar de um segmento que tem perdido seu brilho.

A Rio Tinto, que opera três minas na Austrália, Canadá e África, disse que estava revendo seu negócio de diamantes e que consideraria vendê-lo, já que foca na expansão de commodities mais lucrativas, como minério de ferro, cobre e urânio.

Seu negócio de diamantes, que tem 100 por cento de participação na mina Argyle, na Austrália, famosa pelos seus diamantes rosados, assim como 60 por cento da mina Diavik, no Canadá, e 78 por cento na mina Murowa, no Zimbábue, chegaria ao mercado ao mesmo tempo em que a BHP Billinton tenta vender sua mina de diamantes Ekati, no Canadá.

"Nós temos um valioso ativo de diamantes de alta qualidade, mas dada sua escala, nós estamos revendo se nós podemos criar mais valor através de diferentes estruturas de participação", disse o vice-presidente de Diamantes e Minerais da empresa, Harry Kenyon-Slaney.

O Deutsche Bank avaliou a divisão de diamantes da Rio Tinto, que corresponde a menos de 2 por cento dos negócios, em cerca de 2,4 bilhões de dólares.

A queda nos preços dos diamantes desde julho, afetados pela crise na Europa, tem atingido as opiniões para o setor, mas a dinâmica de longo prazo para a indústria está melhorando, com Índia e China devendo impulsionar o crescimento de longo prazo da demanda.

 

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