Radar

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR
Logística
Voltar

Logística

Obras no Canal do Panamá ajudam a atrair mais investimentos

O governo do Panamá desenvolve há uma década uma série de iniciativas para maximizar os ganhos do país com seu canal de navegação, cuja ampliação ficará pronta em 2014.

A Tribuna

10/05/2012 09h10 | Atualizada em 10/05/2012 13h11


Além da receita bilionária com a passagem dos navios pela grande hidrovia, empresas recebem incentivos para instalar todos os tipos de negócios, como call center, sucursais bancárias, processamento de bens importados e até estúdios de cinema.

A comitiva de empresários da construção civil e autoridades que visita o Panamá nesta semana conheceu as obras de ampliação do canal. A viagem é parte do Ficon(Fórum da Indústria da Construção de Santos e Região), promovido pelo Sistema A Tribuna de Comunicação e Una Eventos.

Segundo a cônsul do Panamá em Santos, Indira Cedeño, a americana Dell instalou um call center na Área Econômica Especial Panamá Pacífico. Esse organismo ocupa o trecho de terra do canal, na costa do Pacífico, qu

...

Além da receita bilionária com a passagem dos navios pela grande hidrovia, empresas recebem incentivos para instalar todos os tipos de negócios, como call center, sucursais bancárias, processamento de bens importados e até estúdios de cinema.

A comitiva de empresários da construção civil e autoridades que visita o Panamá nesta semana conheceu as obras de ampliação do canal. A viagem é parte do Ficon(Fórum da Indústria da Construção de Santos e Região), promovido pelo Sistema A Tribuna de Comunicação e Una Eventos.

Segundo a cônsul do Panamá em Santos, Indira Cedeño, a americana Dell instalou um call center na Área Econômica Especial Panamá Pacífico. Esse organismo ocupa o trecho de terra do canal, na costa do Pacífico, que antes pertencia a uma base militar dos Estados Unidos.

Logo após apoiarem a separação do Panamá da Colômbia em 1903, os americanos conseguiram o controle de um grande trecho de terra para construir o canal, obra que foi feita entre 1904 e 1914. Antes de ser devolvido aos panamenhos em 1999, o papel estratégico-militar do canal era mais importante do que o comercial. Hoje, o Panamá utiliza seu patrimônio logístico exatamente para deslanchar sua economia.

O governo também estimula na zona do canal a instalação de pátios de contêineres e fábricas de montagem de produtos importados. Além disso, o país já fatura com a Zona Franca de Colón, junto ao canal, mas no lado do Atlântico. Ela conta com lojas livres de impostos tanto para atacado como para compras individuais e um complexo de três portos. O governo também tenta atrair para lá negócios de reexportação. (montagem industrial de insumos importados).

Ao longo das décadas, a Cidade do Panamá se tornou um importante centro financeiro devido aos bancos que disputam os clientes da marinha mercante. Segundo a cônsul, a praça panamenha é hoje a segunda maior do mundo, com 119 bancos estrangeiros, sem contar as instituições nacionais. Muitos desses bancos instalam escritórios regionais que ajudam a ocupar as salas dos imensos edifícios de escritórios.

Outro fator que facilita o ingresso de investimento estrangeiro é a facilidade para montar uma empresa no país. No Brasil, a abertura consome um mês de espera na Junta Comercial e outro na Receita Federal, segundo o construtor Salvador Franzese. No Panamá, o prazo é bem mais curto, reduzindo os custos com a burocracia, sem falar na economia de tempo.

O advogado Belisario Porras, do escritório Patton, Moreno e Asvat, afirma que a abertura de uma empresa no Panamá é uma das mais ágeis do mundo, de apenas três a cinco dias, chegando no máximo a duas ou três semanas. “Se o construtor estrangeiro quiser construir aqui, será exigido os documentos da sociedade no país de origem”, afirma ele.

Ele lembra ainda que há facilidades para o trabalho de mão de obra estrangeira (no Brasil é preciso autorização do Ministério do Trabalho). Na construção, os sindicatos panamenhos aceitam uma cota de 10% de estrangeiros. Já a carga de impostos é simplificada. No Brasil são dezenas de tributos que exigem gastos com funcionários e peregrinação nos órgãos públicos. “Pode-se considerar que a economia do Panamá é aberta ao investidor estrangeiro”, conclui o advogado.

 

 

 

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR

Av. Francisco Matarazzo, 404 Cj. 701/703 Água Branca - CEP 05001-000 São Paulo/SP

Telefone (11) 3662-4159

© Sobratema. A reprodução do conteúdo total ou parcial é autorizada, desde que citada a fonte. Política de privacidade