Redação
01/10/2026 13h20 | Atualizada em 01/10/2026 16h15
Desenvolvida pela consultoria CG/LA Infrastructure e pelo Strategic Infrastructure Performance Institute, a edição de 2026 do relatório Strategic Top 100 mapeia o mercado global de infraestrutura com destaques para obras no Brasil.
Ao todo, o levantamento analisou 1.834 projetos em 134 países e selecionou 100 empreendimentos em 47 nações.
As obras selecionadas somam US$ 310 bilhões em investimentos de curto prazo em oito setores.
O objetivo da publicação é classificar projetos em andamento com base no mérito técnico, na viabilidade de financiamento e no impacto econômico, servindo de referência para governos, regu
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Desenvolvida pela consultoria CG/LA Infrastructure e pelo Strategic Infrastructure Performance Institute, a edição de 2026 do relatório Strategic Top 100 mapeia o mercado global de infraestrutura com destaques para obras no Brasil.
Ao todo, o levantamento analisou 1.834 projetos em 134 países e selecionou 100 empreendimentos em 47 nações.
As obras selecionadas somam US$ 310 bilhões em investimentos de curto prazo em oito setores.
O objetivo da publicação é classificar projetos em andamento com base no mérito técnico, na viabilidade de financiamento e no impacto econômico, servindo de referência para governos, reguladores e investidores.
Classificação – Na nova edição, o ranking global é liderado por três empreendimentos bilionários.
O top 3 inclui o Porto de Tuas, em Singapura, com valor de US$ 25 bilhões, a Usina Nuclear de Guangdong Taipingling, na China, avaliada em US$ 6 bilhões, em fase de contratação, e o Sistema de Transmissão Shanbei-Anhui, também na China, com aportes de US$ 3,5 bilhões, já em operação.
Nas análises, a CG/LA Infrastructure afirma que a velocidade de execução é a “variável decisiva” nos empreendimentos listados.
Enquanto a China apresenta taxa de 35% de projetos em estágio avançado, os Estados Unidos registram 8% por atrasos no licenciamento.
O relatório também aponta que nações com planejamento centralizado, como Singapura e países do Golfo Pérsico, apresentam maior efetividade na entrega de obras.
O levantamento aponta ainda que o gargalo da infraestrutura migrou da disponibilidade de capital para a velocidade de licenciamento e entrega.
A consultoria estima que os investimentos globais precisam atingir US$ 5,5 trilhões anuais.
Entre os 100 projetos listados, 80% estão nas fases de contratação ou construção, com nota média metodológica de 74 pontos.
"A restrição central no mercado de infraestrutura deixou de ser o capital financeiro e passou a ser a velocidade de execução das obras e a agilidade dos processos de licenciamento", afirma Anand Hemnani, sócio-gerente da CG/LA Infrastructure.
Brasil – No ranking recém-divulgado, o Brasil aparece com empreendimentos focados no setor de mobilidade urbana.
Os destaques incluem a expansão da Linha 2 do Metrô de São Paulo, avaliada em US$ 250 milhões (30ª posição do ranking), e o Programa de Eletromobilidade da Caixa Econômica Federal (CEF – Fase 1), com valor de US$ 550 milhões (53ª posição), ambos em construção.
O estudo dedica um capítulo à integração da infraestrutura na América do Sul, com detalhamento sobre a Malha Sul, cuja reconcessão de 4.278 km de ferrovias tem impactos na Argentina e no Mercosul.
A malha engloba os corredores Paraná-Santa Catarina, Rio Grande e Mercosul, conectando áreas produtoras de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul aos portos de Paranaguá, São Francisco do Sul e Rio Grande, além de ligação com a rede argentina em Uruguaiana.

Com detalhamento sobre a Malha Sul, o estudo da CG/LA dedica um capítulo à
integração da infraestrutura na América do Sul. Fomte: CG/LA Infrastructure
O investimento estimado (capex) no projeto é de US$ 2,8 bilhões.
A ferrovia destina-se ao transporte intermodal de grãos, açúcar, celulose, contêineres, fertilizantes, combustíveis e cimento.
Atualmente, o projeto está em fase de refino de contratação, com audiência pública finalizada em 30 de setembro.
A concessionária Rumo Malha Sul opera o sistema desde a fusão com a América Latina Logística (ALL) em 2015.
A concessão iniciada em 1997 encerra-se em fevereiro de 2027, e o novo contrato prevê duração de 30 anos para 4.250 km de vias.
O traçado conecta-se a corredores bioceânicos em direção a portos do Chile no Pacífico, articulando-se com o terminal Tecon Santos 10 (STS-10) no Porto de Santos, orçado em US$ 1,2 bilhão.
Temas – Entre os temas em alta, o relatório destaca a transição energética industrial, com o setor elétrico somando US$ 89 bilhões em 15 projetos de eólica offshore, transmissão e baterias.
Outro destaque é a infraestrutura digital para inteligência artificial, que soma US$ 61 bilhões em data centers.
Nesse âmbito, o estudo cita o campus RiverHook Village 1 em Pindamonhangaba (SP), avaliado entre US$ 1 e US$ 1,9 bilhão para processamento com energia limpa.
"Os países que simplificarem os trâmites regulatórios e garantirem a execução rápida dos projetos assumirão a liderança do desenvolvimento econômico global", observa Hemnani.
01 de outubro 2026
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