Radar

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR
Infraestrutura
Voltar

Infraestrutura

Obras de todos os estádios podem parar em março

Centrais sindicais ameaçam greve geral nas obras da Copa

Portal Copa 2014

03/02/2012 12h30 | Atualizada em 03/02/2012 15h08


Os trabalhadores das obras nos estádios da Copa de 2014 podem paralisar seus trabalhos em março, revelou o jornal Valor Econômico em sua edição de hoje (3). A iniciativa é sustentada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Confederação Sindical Internacional (CSI) e Federação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada, além de sindicatos estaduais que representam os profissionais da construção civil. Cerca de 25 mil trabalhadores atuam hoje nos canteiros de obras das doze arenas em construção ou reforma no Brasil.

Até o dia 15 uma comitiva formada por lideranças sindicais das 12 cidades-sede estará em Brasília para apresentar uma proposta única de piso salarial e de benefícios para todo o paí

...

Os trabalhadores das obras nos estádios da Copa de 2014 podem paralisar seus trabalhos em março, revelou o jornal Valor Econômico em sua edição de hoje (3). A iniciativa é sustentada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Confederação Sindical Internacional (CSI) e Federação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada, além de sindicatos estaduais que representam os profissionais da construção civil. Cerca de 25 mil trabalhadores atuam hoje nos canteiros de obras das doze arenas em construção ou reforma no Brasil.

Até o dia 15 uma comitiva formada por lideranças sindicais das 12 cidades-sede estará em Brasília para apresentar uma proposta única de piso salarial e de benefícios para todo o país, independentemente de onde o trabalhador esteja. "Se não houver diálogo e não se chegar a um acordo, são grandes os riscos de realizarmos uma paralisação nacional", diz Adalberto Galvão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Pesada e Montagem Industrial da Bahia (Sintepav-BA), vinculado à Força. "O setor amadureceu muito e hoje os trabalhadores da construção civil têm consciência de seu papel no crescimento do país. Essa é uma oportunidade única para diminuirmos parte das discrepâncias na distribuição de renda do país."

A pauta de reivindicações será entregue aos sindicatos patronais, em reunião com representantes da Secretaria Geral da Presidência, Ministério do Trabalho e Emprego e Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os sindicatos pedem:Piso nacional unificado de R$ 1,1 mil para ajudantes de obras (hoje o piso é de R$ 600 na região Nordeste); Salário de R$ 1580,00 para carpinteiros e pedreiros (salário atual médio de R$ 1.200,00); Cesta básica de R$ 35; Planos de saúde extensível a familiares; Hora extra com percentual de 100% durante os dias de semana (50% é a média praticada hoje);Folga de cinco dias úteis consecutivos a cada 60 dias trabalhados, para visitar familiares, com custo de transporte bancado pelas empresas.

"Trabalho Decente"

Em novembro de 2011, os vários sindicatos e organizações de trabalhadores da construção civil reuniram-se com a Internacional de Trabalhadores da Construção e Madeira (ICM) para definir uma extensa de pauta de reivindicações relacionada às obras para a Copa de 2014. A síntese das demandas está registrada no documento Campanha pelo Trabalho Decente - Para a Copa do Mundo Fifa no Brasil, até 2014 e além (leia em formato PDF). A campanha baseia-se nos resultados obtidos pelos trabalhadores da África do Sul durante os preparativos para a Copa do Mundo de 2010.

 

 

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR

Av. Francisco Matarazzo, 404 Cj. 701/703 Água Branca - CEP 05001-000 São Paulo/SP

Telefone (11) 3662-4159

© Sobratema. A reprodução do conteúdo total ou parcial é autorizada, desde que citada a fonte. Política de privacidade