Radar

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR
RESULTADOS
Voltar

Indústria de materiais de construção recua 1,0% em julho

Apesar do resultado negativo no ano, a Abramat mantém a projeção de crescimento de 0,5% para o setor em 2026. A expectativa da entidade é de redução gradual das perdas ao longo do segundo semestre

Assessoria de Imprensa

21/08/2026 06h00


A indústria de materiais de construção encerrou julho com faturamento estável em relação ao mesmo mês de 2025 e recuo de 1,0% frente a junho, considerando os dados dessazonalizados.

No acumulado de janeiro a julho, o faturamento deflacionado do setor registra queda de 2,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Apesar do resultado negativo no ano, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) mantém a projeção de crescimento de 0,5% para o setor em 2026. A expectativa da entidade é de redução gradual das perdas ao longo do segundo semes

...

A indústria de materiais de construção encerrou julho com faturamento estável em relação ao mesmo mês de 2025 e recuo de 1,0% frente a junho, considerando os dados dessazonalizados.

No acumulado de janeiro a julho, o faturamento deflacionado do setor registra queda de 2,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Apesar do resultado negativo no ano, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) mantém a projeção de crescimento de 0,5% para o setor em 2026. A expectativa da entidade é de redução gradual das perdas ao longo do segundo semestre.

Os números fazem parte da primeira edição do Pulso Abramat novo relatório mensal da associação que reúne dados sobre o desempenho da indústria, percepção e expectativas das empresas, além de indicadores econômicos e setoriais.

Entre os segmentos, os materiais básicos registram retração de 2,4%, enquanto os materiais de acabamento apresentam recuo de 3,2%. A expectativa da Abramat é de redução dessas perdas ao longo dos próximos meses.

Para Mauro Franco, presidente executivo da Abramat, o resultado de julho deve ser analisado dentro de uma trajetória de recuperação gradual.

“O resultado de julho de 2026 reforça que, embora lenta e não linear, a melhora observada mês a mês deve continuar no segundo semestre, reduzindo as perdas em relação a 2025. A projeção de crescimento moderado no ano, de 0,5%, é sustentada pelo desempenho positivo das obras de infraestrutura e do Programa Minha Casa, Minha Vida, além da expectativa de recuperação do Programa Reforma Casa Brasil.”

Empresas projetam melhora para agosto - A percepção das empresas sobre o mercado interno mostrou um julho mais moderado. Entre as companhias consultadas, 47% avaliaram o desempenho das vendas como regular, 31% como ruim ou muito ruim e 21% como bom ou muito bom.

Em junho, 37% haviam classificado o desempenho como bom ou muito bom, outros 37% como regular e 26% como ruim ou muito ruim.

Para agosto, a sondagem indica melhora nas expectativas: 53% das empresas projetam desempenho regular e 32% esperam vendas boas ou muito boas. A parcela que prevê resultado ruim ou muito ruim recua para 16%.

Na avaliação da Abramat o cenário aponta para uma retomada gradual, ainda cercada de cautela. Variações menores da inflação, dos juros e da atividade econômica podem favorecer o setor, enquanto as incertezas nos cenários doméstico e internacional limitam uma aceleração mais forte ao longo do segundo semestre.

“O Termômetro Abramat converge para a mesma percepção do Índice Abramat. Pequenas reduções nas taxas de juros e a potencial melhora do Programa Reforma Casa Brasil que teve suas condições revisadas, alavancando sua performance nos últimos meses, devem favorecer o crédito e estimular o consumo e a construção para o segundo semestre, mas a intensidade do seu impacto deve ser moderada em função ainda de um cenário macroeconômico pressionado”, afirma Mauro Franco.

Habitação e infraestrutura sustentam a leitura para o segundo semestre - O mercado habitacional segue impulsionado pelo desempenho recorde do Minha Casa, Minha Vida e pelo bom desempenho das obras de infraestrutura.

No primeiro semestre, o estoque de trabalhadores com carteira assinada na construção civil cresceu 3,1% em relação ao mesmo período de 2025, sinalizando demanda das construtoras.

O Programa Reforma Casa Brasil também começa a ganhar fôlego após a revisão de suas condições. A média de contratações em junho e julho mais do que dobrou em relação à média dos cinco primeiros meses do ano. São Paulo, Minas Gerais, Pará e Bahia lideraram as contratações, com expectativa de que esse avanço se reflita no desempenho das revendas nos próximos meses.

No ambiente macroeconômico, a redução da Selic tende a favorecer a oferta de crédito e a atividade da construção civil, embora os juros ainda permaneçam elevados. O cenário também é marcado por inflação acima da meta e incertezas sobre a continuidade do ciclo de cortes, fatores que podem limitar o ritmo de recuperação no curto prazo.

A combinação entre o desempenho do mercado habitacional, as obras de infraestrutura e a expectativa de avanço do Reforma Casa Brasil sustenta a perspectiva da Abramat de melhora gradual da indústria nos próximos meses e a projeção de crescimento de 0,5% em 2026.

A primeira edição, referente a julho de 2026, já pode ser acessada no site da Abramat e reúne os principais indicadores e análises sobre o cenário da indústria de materiais de construção. A próxima publicação está prevista para 10 de setembro, com dados referentes a agosto.

P U B L I C I D A D E

ABRIR
FECHAR

Av. Francisco Matarazzo, 404 Cj. 701/703 Água Branca - CEP 05001-000 São Paulo/SP

Telefone (11) 3662-4159

© Sobratema. A reprodução do conteúdo total ou parcial é autorizada, desde que citada a fonte. Política de privacidade