Energia
Reuters
09/05/2012 10h17 | Atualizada em 09/05/2012 13h59
O governo planeja leiloar em 2013 duas linhas de transmissão de longa distância que vão conectar a hidrelétrica de Belo Monte (PA), de 11.233 megawatts (MW), ao sistema elétrico nacional.
As linhas seriam de corrente contínua de 800 quilovolts (kV), passando a ser maior tensão em corrente contínua em uso no Brasil e o terceiro país no mundo com esse nível, informou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, nesta terça-feira.
As linhas, que estão sendo estudadas, sairiam de uma nova subestação chamada Xingu, e teriam dois destinos.
Uma delas teria 2.575 quilômetros de extensão, com conexão em uma nova subestação próxima
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O governo planeja leiloar em 2013 duas linhas de transmissão de longa distância que vão conectar a hidrelétrica de Belo Monte (PA), de 11.233 megawatts (MW), ao sistema elétrico nacional.
As linhas seriam de corrente contínua de 800 quilovolts (kV), passando a ser maior tensão em corrente contínua em uso no Brasil e o terceiro país no mundo com esse nível, informou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, nesta terça-feira.
As linhas, que estão sendo estudadas, sairiam de uma nova subestação chamada Xingu, e teriam dois destinos.
Uma delas teria 2.575 quilômetros de extensão, com conexão em uma nova subestação próxima ao município de Nova Iguaçu, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
A segunda linha, de 2.050 quilômetros, seria conectada à outra nova subestação, próxima à subestação Estreito, localizada no Triângulo Mineiro.
Tolmasquim, que participou do Enase, evento de energia elétrica realizado no Rio de Janeiro, afirmou que apenas a China possui uma linha de transmissão de 800 kV e que outra está em implantação na Índia.
O empreendimento estaria em licitação em 2013 para ser concluído a tempo da entrada em operação comercial da usina, em 2015.
As usinas do complexo do Rio Madeira (Santo Antônio e Jirau) vão ser interligadas por uma linha de transmissão de corrente contínua, mas com tensão em 600 kV.
Leilão
A-5 Um novo adiamento do leilão de energia nova A-5 não está descartado, já que ainda depende da concessão de licenças ambientais, segundo Tolmasquim.
O leilão, que aconteceria em 26 de abril, foi adiado para 16 de agosto.
No entanto, para a realização do certame, com prazo de entrega da energia em cinco anos, o governo aguarda a emissão da licença ambiental prévia para três hidrelétricas: São Manoel, Sinop e Cachoeira Caldeirão, de acordo com o presidente da EPE, estatal responsável pela pesquisa e planejamento do setor energético do Brasil.
Atualmente, o governo só tem licenciadas duas usinas do Complexo Hidrelétrico do Parnaíba, oferecidas em leilão do ano passado e não arrematadas.
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