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Itajaí tem prejuízo de R$ 6,5 mi com greve

A greve dos conferentes do Porto de Itajaí, que já dura onze dias e causou prejuízos estimados em R$ 6,5 milhões, pode ter um fim hoje.

Valor Online

09/11/2011 15h15


Está marcada para as 15 horas no Tribunal Regional do Trabalho de Florianópolis uma audiência para julgamento do dissídio coletivo entre o sindicato dos trabalhadores da categoria e a APM Terminals, empresa concessionária do terminal.

Ontem, por volta das 12 horas, o navio Maersk Bulan com 213 contêineres cheios atracou em Itajaí. A expectativa da APM Terminals era realizar o desembarque. Para isso, solicitou os operadores via Orgão Gestor da Mão de Obra (OGMO), mas os trabalhadores não se apresentaram para o serviço. Na segunda-feira, a empresa informou que iria oferecer o trabalho de conferente para os demais trabalhadores portuários.

A estimativa da APM Terminals é que 15 navios já desviaram as suas rotas desde o dia 2

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Está marcada para as 15 horas no Tribunal Regional do Trabalho de Florianópolis uma audiência para julgamento do dissídio coletivo entre o sindicato dos trabalhadores da categoria e a APM Terminals, empresa concessionária do terminal.

Ontem, por volta das 12 horas, o navio Maersk Bulan com 213 contêineres cheios atracou em Itajaí. A expectativa da APM Terminals era realizar o desembarque. Para isso, solicitou os operadores via Orgão Gestor da Mão de Obra (OGMO), mas os trabalhadores não se apresentaram para o serviço. Na segunda-feira, a empresa informou que iria oferecer o trabalho de conferente para os demais trabalhadores portuários.

A estimativa da APM Terminals é que 15 navios já desviaram as suas rotas desde o dia 29 de outubro, quando foi deflagrada a greve. Cinco deles atracaram na Portonave, terminal privado de Navegantes, do outro lado do canal de acesso do Rio Itajaí Açu. Ainda segundo a empresa, 12 mil contêineres deixaram de ser movimentados.

Laerte Miranda Filho, presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga dos Porto de Itajaí, diz não houve acordo porque a empresa não cedeu em relação a contratação, por vínculo empregatício, de 24 trabalhadores. De acordo com o representante sindical, pela proposta, 30 pessoas ficariam sem atividades no porto. A APM Terminals propôs aos trabalhadores que não forem contratados a garantia de três serviços mensais, mas o sindicato dos conferentes não aceitou em acordo.

O porto de Itajaí é o principal terminal do Estado e um dos maiores do país em movimentação de contêineres. Em setembro, o complexo portuário operou 738.915 TEU's (medida equivalente a um contêiner de 20 pés). O crescimento nos primeiros sete meses do ano em comparação com 2010 foi de 7%.

 

 

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