Infraestrutura
EFE
15/03/2012 11h12 | Atualizada em 15/03/2012 14h35
Um estudo apontou nesta quarta-feira que 17 dos 20 principais aeroportosbrasileiros estão em uma situação 'crítica' ou 'preocupante' devido ao excesso de passageiros e 12 deles operam acima do limite de sua capacidade.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou que só os aeroportos das cidades de Porto Alegre, Salvador e Manaus funcionam em condições 'adequadas'.
'O crescimento da demanda foi muito significativo nos últimos nove anos, e a estrutura dos terminais aeroportuários pouco se alterou, provocando estrangulamento em 17 dos 20 maiores aeroportos', apontou o relatório.
O estudo assinala que os investimentos nos aeroportos do país
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Um estudo apontou nesta quarta-feira que 17 dos 20 principais aeroportosbrasileiros estão em uma situação 'crítica' ou 'preocupante' devido ao excesso de passageiros e 12 deles operam acima do limite de sua capacidade.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou que só os aeroportos das cidades de Porto Alegre, Salvador e Manaus funcionam em condições 'adequadas'.
'O crescimento da demanda foi muito significativo nos últimos nove anos, e a estrutura dos terminais aeroportuários pouco se alterou, provocando estrangulamento em 17 dos 20 maiores aeroportos', apontou o relatório.
O estudo assinala que os investimentos nos aeroportos do país foram inferiores à necessidade e por isso os terminais atendem um número de passageiros que está acima de sua capacidade total.
A pesquisa cita como exemplo o aeroporto internacional de São Paulo, o maior do país, que tem capacidade para atender 24,9 milhões de passageiros por ano e em 2011 recebeu 30 milhões, o que representa uma taxa de ocupação de 121%.
O mesmo ocorre no aeroporto de Congonhas, também em São Paulo, pelo qual circularam 16,8 milhões de passageiros no ano passado, ou seja, quatro milhões mais do que permite sua capacidade, configurando uma taxa de ocupação de 141 %.
O relatório foi elaborado em janeiro passado, um mês antes da concessão a administradores privadas dos aeroportos de Brasília, São Paulo e Campinas.
A situação torna-se mais preocupante com a proximidade da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, eventos esportivos que levarão a um aumento significativo do número de pessoas circulando nos aeroportos, cujas reformas ainda estão em fase inicial na maioria deles, apontou o Ipea.
A entidade também questionou o fato de apenas 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) ter sido destinado ao setor de transportes.
16 de abril 2020
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